Janja Muda de Postura e Busca Aproximação com Evangélicos
A primeira-dama Janja da Silva, que resistiu a gestos do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva em direção aos evangélicos durante a corrida eleitoral de 2022, mudou de postura e tem dialogado com segmentos religiosos. Ela planeja realizar uma “grande reunião” com evangélicos em São Paulo nas próximas semanas, quando a campanha já estiver começada oficialmente.
Essa nova posição em relação ao grupo chama a atenção de aliados do presidente. No entanto, posicionamentos de Janja, como a defesa da aprovação do projeto de lei que criminaliza a misoginia, ainda são empecilhos em sua tentativa de criar conexões com os evangélicos.
Na disputa de 2022, Janja foi apontada como uma das principais responsáveis por Lula ter resistido ao máximo a lançar uma carta voltada ao segmento evangélico. No entanto, agora ela parece disposta a abrir diálogo com o grupo. Lideranças petistas presentes nas duas campanhas dizem que é nítido que Janja mudou de postura em relação aos evangélicos.
Algumas das ações de Janja incluem:
- Viagens para reuniões com evangélicas pelo país em 2025;
- Participação no encontro Nacional do Núcleo Evangélico do PT, em Brasília, em junho deste ano;
- Uso de termos típicos dos evangélicos, como “nossas irmãs”, em suas falas.
Janja contou que procurou as mulheres evangélicas porque o seu “coração estava mandando” e falou que não seria representante da esquerda no diálogo. Uma pesquisa da Genial/Quaest mostra melhora da intenção de voto em Lula entre os evangélicos, apesar de Flávio Bolsonaro (PL) ter maior vantagem.
No entanto, o esforço de Janja para se conectar aos evangélicos pode ser abalado devido a sua defesa do projeto de lei que criminaliza a misoginia, que é visto como uma ameaça à liberdade religiosa por alguns segmentos.
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