Após ataque à Venezuela, o que esperar dos mercados nesta segunda?
A abertura dos mercados nesta segunda-feira será dominada pela ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, segundo avaliação de especialistas. O episódio adiciona um prêmio de risco momentâneo por temor de sabotagens na PDVSA, estatal venezuelana, e tende a acentuar a volatilidade do petróleo.
As negociações do petróleo abriram em queda, mas passaram a operar com estabilidade já na primeira hora. O petróleo bruto dos EUA (WTI) cai 0,09 centavos, ou 0,16%, para US$ 57,24 por barril. O Brent, referência global, sobe 0,01 centavo, ou +0,02%, para US$ 60,76 por barril.
A decisão da Opep+ de manter os cortes de produção até o primeiro trimestre de 2026 cria um piso para as cotações no curto prazo. No entanto, a promessa do presidente Donald Trump de “consertar” a indústria venezuelana e liberar sua produção pode alterar o equilíbrio global.
Impacto no câmbio e nos mercados
No câmbio, o dólar deve se fortalecer ante moedas emergentes. A proximidade geográfica do conflito e o ‘vácuo de poder’ em Caracas elevam a percepção de risco na América Latina.
Os investidores tendem a realizar lucros em petroleiras juniores, migrando para a Petrobras por sua resiliência e capacidade de refino frente à volatilidade do Brent.
A China, que pediu a soltura imediata de Nicolás Maduro, aumenta a tensão drasticamente, pois Pequim interpreta a captura como uma violação da soberania nacional, desafiando diretamente a autoridade jurídica dos EUA.
Consequências para o mercado brasileiro
Na Bolsa brasileira, o efeito é ambíguo. Para as petroleiras no Ibovespa, a tensão China-EUA sobre a Venezuela cria uma “tempestade perfeita”: o risco de guerra eleva o petróleo no curto prazo, mas a perspectiva de os EUA controlarem a maior reserva do mundo pressiona os preços para baixo no longo prazo.
A China exigindo a soltura de Maduro sinaliza que Pequim não aceitará passivamente o domínio americano sobre o óleo vizinho, o que pode gerar sanções cruzadas afetando as exportações brasileiras.
- O mercado agora precifica a Venezuela como uma nova fronteira de oferta, o que retira o prêmio de escassez que favorecia o Brasil.
- A reação dos mercados às ações do presidente dos EUA, Donald Trump, na Venezuela, especialmente os preços do petróleo bruto, será observada de perto.
- Os investidores tendem a buscar ativos considerados porto seguro em meio à incerteza geopolítica.
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