Crise Migratória em Ceuta: Espanha Ergue Barreira no Mar
A Espanha instalou uma barreira flutuante de 500 metros na fronteira com Marrocos, em Ceuta, após uma debandada que resultou na morte de pelo menos 67 pessoas. A barreira pneumática, que inclui uma linha de boias navais ancoradas, foi projetada para conter a migração irregular.
A crise migratória em Ceuta gerou alarme em toda a União Europeia, com 22 Estados-membros solicitando ações coordenadas para proteger as fronteiras externas. A Irlanda, que detém a presidência rotativa da UE, convocou uma reunião de emergência para discutir a crise.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, criticou a decisão da Itália de suspender o acordo de livre circulação de pessoas com Madri, dentro do espaço Schengen. Ele afirmou que a UE não pode se dar ao luxo de ter reações egoístas e polarizadoras.
As autoridades espanholas informaram que cerca de 50 mil pessoas entraram em Ceuta por terra e mar desde quinta-feira, mas mais de 48 mil delas regressaram a Marrocos em 48 horas. A Espanha afirmou que as pessoas que entraram em Ceuta irregularmente não poderiam viajar para o resto da Espanha continental ou para qualquer outro lugar na zona Schengen.
- A barreira flutuante foi instalada para conter a migração irregular em Ceuta.
- A crise migratória em Ceuta gerou alarme em toda a União Europeia.
- A Espanha afirmou que as pessoas que entraram em Ceuta irregularmente não poderão viajar para o resto da Espanha continental ou para qualquer outro lugar na zona Schengen.
O ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, culpou as redes de tráfico de pessoas por explorarem migrantes vulneráveis e disseminarem interpretações enganosas de uma recente decisão do Supremo Tribunal espanhol. Ele afirmou que a Espanha havia restabelecido a ordem em grande parte em 24 horas, mas alertou que a crise ainda não havia terminado formalmente.
A Espanha adotou uma postura mais aberta em relação aos migrantes, introduzindo um programa para conceder residência a mais de meio milhão de pessoas sem documentos. No entanto, rejeitou as sugestões de que o programa de regularização teria incentivado a entrada descontrolada em Ceuta.
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