Artax: 100% de Retorno em 4 Anos e o Risco Escondido no Boom das Ações nos EUA
A mesa Artax da Itaú Asset alcançou um retorno impressionante de 100% em apenas 4 anos de operação, superando o CDI em oito pontos percentuais ao ano. Isso ocorreu durante um dos períodos mais desafiadores da indústria brasileira de multimercados. Com um patrimônio gerido que já ultrapassou R$ 10 bilhões, a estratégia de diversificação da Artax foi fundamental para esse sucesso.
Por trás desses números, há um alerta importante: o efeito riqueza nos Estados Unidos. Com uma parcela historicamente elevada da riqueza das famílias americanas alocada em ações, o head da mesa, Bruno Bak, vê um elo frágil entre o desempenho de Wall Street e o consumo real da economia. Se os mercados tropeçarem, o americano médio consome menos, e a cadeia de consequências pode ser longa.
- O consumo nos EUA cresceu mais que a renda no último ano, impulsionado pelo efeito riqueza das ações.
- O risco não é abstrato, mas está embutido no motor que sustenta a resiliência da economia americana.
- O gatilho mais provável para um ciclo adverso seria um questionamento generalizado sobre os modelos de negócio ligados à inteligência artificial.
Diante do caos geopolítico, a Artax opta pela humildade metodológica, concentrando suas apostas onde enxerga vantagens comparativas reais. A gestão da carteira é baseada em dois motores independentes: um macro e um micro. No motor macro, o foco é em renda fixa de América Latina, enquanto no motor micro, a equipe conduz o stock picking com profundidade em empresas cujo modelo é dominado.
A convivência entre os dois motores exige vigilância constante para evitar que o portfólio se converta em um “grande beta Brasil”. A diversificação entre geografias e classes de ativos foi o principal fator que permitiu à Artax navegar bem num ciclo em que boa parte da concorrência enfrentou fortes dificuldades.
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