Acordo UE-Mercosul: Desafios para a Aplicação Provisória
O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, assinado recentemente, pode levar até dois anos para ser efetivado após o envio do tratado para avaliação jurídica do Tribunal da UE. Além disso, a aplicação provisória do acordo é considerada pouco provável devido às resistências de países europeus, como França e Polônia.
Segundo Sol Azune, analista de política da XP, a aplicação provisória de um tratado que cria a maior zona de livre comércio do mundo e afeta diretamente 722 milhões de pessoas não é tarefa simples. Azune destaca que o acordo é histórico e levou 25 anos de negociações, envolvendo 700 milhões de pessoas, e que a resistência de países europeus pode ser um obstáculo significativo.
Desafios e Resistências
Além da França e da Polônia, outros países europeus, como Áustria, Irlanda e Hungria, votaram contra o texto do acordo e agora articulam uma nova tentativa de barrar sua ratificação no Parlamento Europeu. Isso reflete um enfraquecimento do apoio político ao acordo dentro do Parlamento.
- Resistência de países europeus, como França e Polônia
- Pressões internas em países como a Itália
- Aumento da influência de bancadas ligadas ao setor agrícola
No Brasil, a expectativa é que o acordo seja aplicado em caráter provisório a partir de março, mas para isso, a prioridade em Brasília seguirá sendo a aprovação do tratado no Congresso Nacional.
Conclusão
A aplicação provisória do acordo UE-Mercosul não será tarefa simples devido às resistências e desafios que precisam ser superados. No entanto, a pressão para destravar o acordo pode vir não apenas da União Europeia, mas também do próprio Mercosul, o que pode gerar atritos dentro da UE e tornar insustentável a indefinição.
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