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Anvisa se reúne quarta-feira para revisar interdição em fábrica da Ypê

Revisão da Interdição na Fábrica da Ypê

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizará uma reunião na próxima quarta-feira para decidir se mantém ou não a suspensão da produção de parte dos produtos da Ypê na fábrica de Amparo, no interior de São Paulo. A decisão foi tomada após a empresa apresentar um recurso contra a medida, que suspendeu os efeitos da decisão até a avaliação do colegiado.

A Ypê teve 25 produtos suspensos pela Anvisa e pela Vigilância Sanitária de São Paulo devido à presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras de produtos fabricados na fábrica. A empresa realizou um recall voluntário de lotes específicos de produtos em novembro de 2025, mas uma nova inspeção em abril de 2026 identificou novamente indícios de contaminação microbiológica e descumprimentos das boas práticas de fabricação.

Cronologia do Caso

  • Fiscalização em novembro de 2025: Identificação da presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras de produtos fabricados na fábrica.
  • Recall voluntário em novembro de 2025: Retirada de lotes específicos de produtos do mercado.
  • Nova inspeção em abril de 2026: Identificação de indícios de contaminação microbiológica e descumprimentos das boas práticas de fabricação.
  • Maio de 2026: Anvisa publica resolução determinando o recolhimento de produtos fabricados em lotes terminados em “1” e suspensão da fabricação e comercialização de itens das categorias lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes.

A Ypê afirma que manterá “diálogo constante e permanente com a Anvisa e demais autoridades” e que seu objetivo é “acelerar o cronograma e a conclusão de medidas apontadas pela Anvisa durante a última fiscalização”. A empresa também reiterou seu “compromisso de 75 anos com a qualidade, a segurança e a transparência”.

A Anvisa informou que a diretoria colegiada da agência deve analisar o recurso apresentado pela empresa nos próximos dias e que a linha de produção interditada só poderá voltar a operar após a comprovação de que os problemas sanitários foram efetivamente solucionados.

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