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Antes de decisão dos EUA, Congresso rejeitou equiparar facções ao terrorismo

Decisão dos EUA sobre Facções Criminosas no Brasil

O Congresso Nacional brasileiro rejeitou, em fevereiro deste ano, a proposta que visava alterar a classificação de facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, para organizações terroristas. Essa mudança havia sido acrescentada ao projeto pelo relator na Câmara, o deputado Guilherme Derrite, mas foi retirada antes da votação devido à forte pressão popular e de congressistas.

O texto original foi aprovado posteriormente na Câmara por 370 a 110 votos e, no Senado, por unanimidade. No entanto, a proposta voltou a ser comentada após o governo dos Estados Unidos ter anunciado, na quinta-feira (28), a classificação das facções Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas.

Reações e Implicações

O anúncio ocorreu após o encontro entre o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump, realizado na terça-feira (26), na Casa Branca, em Washington. Na ocasião, Flávio tratou de dois temas principais com o presidente americano: o enquadramento de facções brasileiras como organizações terroristas e a defesa da liberdade de expressão nas redes sociais no Brasil.

A decisão de Trump ocorre em um momento em que a pauta da segurança pública ganha maior relevância no contexto das eleições presidenciais no Brasil e divide o eleitorado. A expectativa é que tanto Flávio quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentem explorar o tema como uma bandeira de campanha.

  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou avançar sobre o assunto ao divulgar um plano de combate ao crime organizado, orçado em R$ 11,1 bilhões.
  • A implementação do plano dependerá também da adesão dos governos estaduais, o que torna incerto o resultado.
  • O governo federal classificou como deplorável a atuação de Eduardo e Flávio Bolsonaro, que culminou na decisão de Trump sobre as facções.

O governo federal reforçou que o Brasil é uma nação soberana que mantém o combate permanente às facções criminosas e que qualquer colaboração internacional será bem-vinda, mas considera inadmissível o uso de medidas arbitrárias vindas do exterior como pretexto para atacar a soberania nacional brasileira.

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