Recorde no Mercado de Capitais Brasileiro em 2025
O mercado de capitais brasileiro alcançou um recorde histórico em 2025, com ofertas que totalizaram R$ 838,8 bilhões, um crescimento de 6,4% em relação a 2024. De acordo com dados divulgados pela Anbima, essa expansão foi impulsionada principalmente pelo desempenho dos fundos imobiliários (FII), que registraram um volume de ofertas de R$ 79,2 bilhões, um aumento de 77,2% em comparação com o ano anterior.
Outro segmento que apresentou crescimento foi o dos fundos de direitos creditórios (Fidcs), com um aumento de 9,5% para R$ 90,8 bilhões. Já as operações envolvendo ações sofreram um recuo de 37,9%, com apenas R$ 15,5 bilhões em volume, e o número de transações passou de nove para 10.
Desempenho dos Fundos Imobiliários e Outros Segmentos
Os fundos imobiliários (FII) destacaram-se por seu desempenho notável, com um salto de quase 80% nas operações envolvendo esses fundos. Isso sugere uma confiança crescente dos investidores nesse tipo de investimento, que oferece uma diversificação de carteira e potencial de rendimento atraente.
Além disso, os instrumentos híbridos também tiveram uma forte expansão, somando R$ 85,6 bilhões, após R$ 49,5 bilhões em 2024, de acordo com a Anbima. Esse crescimento reflete a busca por produtos financeiros mais complexos e personalizados, que atendam às necessidades específicas dos investidores.
Renda Fixa e Variável
A renda fixa em 2025 foi responsável por um volume de R$ 737,7 bilhões, uma alta de 3,4% em relação a 2024. Já a renda variável, que tem sido pressionada pelo elevado patamar de juros do país, recuou 38%, para R$ 15,5 bilhões. Em 2021, o segmento de renda variável registrou um volume de operações de R$ 128 bilhões, demonstrando a volatilidade desse mercado.
As operações envolvendo debêntures, notas comerciais, Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e FII alcançaram patamares inéditos, segundo a Anbima. Isso indica uma tendência de investidores em busca de oportunidades de investimento mais seguras e com retornos mais previsíveis.
- Fundos imobiliários (FII): R$ 79,2 bilhões, aumento de 77,2%.
- Fundos de direitos creditórios (Fidcs): R$ 90,8 bilhões, aumento de 9,5%.
- Instrumentos híbridos: R$ 85,6 bilhões, após R$ 49,5 bilhões em 2024.
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