Impacto da Eliminação do Brasil na Copa do Mundo nas Vendas de Cerveja
A eliminação do Brasil e do México da Copa do Mundo da FIFA trouxe consequências negativas para as empresas cervejeiras, especialmente a Anheuser-Busch InBev SA e a Heineken NV. De acordo com analistas do Morgan Stanley, a saída precoce dessas equipes pode resultar em vendas abaixo das expectativas no terceiro trimestre na América Latina.
Os analistas liderados por Sarah Simon destacam que a maior parte do aumento no volume de vendas de cerveja ocorre durante jogos com longas sequências de partidas. Com a eliminação do Brasil e do México, essas sequências foram interrompidas, afetando negativamente as vendas de cerveja.
Empresas Afetadas
- A Anheuser-Busch InBev SA, fabricante das cervejas Corona e Skol, é considerada a empresa mais exposta devido às suas vendas significativas no México e no Brasil.
- A Heineken NV também possui uma exposição significativa no mercado.
- A Ambev SA, subsidiária brasileira da AB InBev, fechou com queda de 2,5% em São Paulo.
- A Constellation Brands Inc., que distribui as cervejas Corona e Modelo nos EUA, encerrou o pregão com queda de 4,9%.
A eliminação do Brasil é considerada particularmente impactante devido ao seu grande mercado de cerveja e às altas expectativas para a Copa do Mundo. Os analistas do Morgan Stanley acreditam que a ausência de crescimento incremental que teria ocorrido se a equipe tivesse avançado mais na competição será sentida.
Perspectivas Futuras
O foco agora se volta para a seleção dos Estados Unidos, que enfrenta a Bélgica. Cerca de 20% da receita da AB InBev vem dos EUA, e um bom desempenho da equipe pode trazer algum alívio. No entanto, não está claro se isso será suficiente para compensar as perdas nas vendas de cerveja na América Latina.
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