Aluguel sobe 9,44% em 2025 e mantém mercado aquecido
O mercado de locação residencial encerrou 2025 em alta, com valorização média de 9,44%, de acordo com o Índice FipeZAP de Locação. Esse avanço superou a inflação e reforçou a pressão sobre os inquilinos, além de mostrar a resiliência do segmento em um cenário de desaceleração econômica.
Na comparação com outros índices, o desempenho do aluguel ficou bem acima do IPCA, que subiu 4,26%, e contrastou com o IGP-M, que recuou 1,05% no ano passado. Isso consolida 2025 como mais um ano de reajustes reais no mercado de locação, embora em patamar inferior aos picos observados desde 2022.
Desempenho por região e tipo de imóvel
Os números indicam que o mercado de locação entra em 2026 mais equilibrado, após três anos de fortes reajustes. A desaceleração do ritmo nos últimos meses do ano não significou arrefecimento, porque os aluguéis continuam subindo acima da inflação.
Em dezembro, os preços de locação subiram, em média, 0,68%, acelerando frente a novembro. O avanço mensal também superou os principais índices de preços da economia, como o IPCA e o IGP-M.
Geograficamente, a valorização foi disseminada, com 29 das 36 localidades monitoradas tendo alta em dezembro, incluindo 18 capitais. Os maiores avanços mensais ocorreram em Natal, São Luís, Maceió, Vitória, Teresina e Belém.
Rentabilidade e custo do aluguel
Em dezembro, o preço médio do aluguel residencial nas 36 localidades acompanhadas chegou a R$ 50,98 por metro quadrado. Imóveis com um dormitório apresentaram o valor médio mais elevado, enquanto as unidades com três dormitórios tiveram o menor preço médio.
Do ponto de vista do investidor, a rentabilidade média do aluguel residencial foi estimada em 5,96% ao ano em dezembro de 2025. Apesar de estável, o retorno permaneceu abaixo da rentabilidade projetada para aplicações financeiras de referência no mesmo horizonte.
- Imóveis com um dormitório apresentaram o melhor desempenho, com 6,68% ao ano.
- Unidades com quatro ou mais dormitórios tiveram a menor rentabilidade, de 4,90%.
- As capitais com os maiores retornos médios foram Belém, Recife, Cuiabá, Manaus e Natal.
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