Resumo da Inflação no IPCA-15
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) apresentou alta de 0,20% em novembro, ligeiramente acima das expectativas do mercado. O resultado, que compreende a variação de preços entre 16 de outubro e 15 de novembro, foi influenciado principalmente pelo setor de Transportes, que subiu 0,22%, impulsionado pelas passagens aéreas.
No entanto, os alimentos perderam força, com o grupo Alimentação e bebidas variando +0,09%, interrompendo cinco meses de queda. A alimentação no domicílio permaneceu no terreno negativo, recuando -0,15%. As quedas no leite longa vida, arroz e frutas ajudaram a compensar as altas da batata, óleo de soja e carnes.
Cenário de Desinflação
Apesar da leve aceleração no índice cheio, a avaliação qualitativa dos dados sugere estabilidade. A inflação subjacente de serviços ficou abaixo da expectativa, com surpresas baixistas em serviços veiculares e aluguel. Além disso, a média móvel de três meses deste indicador segue em desaceleração.
Os especialistas avaliam que a média dos núcleos mantém tendência de queda na média móvel trimestral, o que reforça a expectativa de que o IPCA cheio continue desacelerando. Isso faria com que a inflação encerrasse 2025 dentro do teto da meta de 4,50%.
Corte da Selic
Com base nos dados, os especialistas acreditam que há condições para o Comitê de Política Monetária (Copom) iniciar o ciclo de queda da Selic na reunião de janeiro, cortando 25 pontos base. Além disso, a expectativa é que a taxa básica de juros deve chegar próximo a 12% ao fim de 2026.
- O IPCA-15 apresentou alta de 0,20% em novembro.
- O setor de Transportes foi o principal responsável pela aceleração da inflação.
- A alimentação no domicílio permaneceu no terreno negativo.
- A inflação subjacente de serviços ficou abaixo da expectativa.
- A expectativa é que a taxa básica de juros deve chegar próximo a 12% ao fim de 2026.
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