Aliados Aconselham Flávio a Adiar Escolha ao Senado no Rio
O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está sendo aconselhado por aliados a adiar a definição do candidato do partido ao Senado no Rio. Essa recomendação surgiu após uma sequência de operações da Polícia Federal que atingiu nomes cotados para compor a chapa no estado.
A avaliação é que antecipar o anúncio criaria um risco político desnecessário. Em menos de dois meses, três nomes ligados à montagem da chapa foram atingidos por investigações da Polícia Federal. Isso inclui o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL), o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil) e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).
Casos Específicos
- Cláudio Castro: foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e virou alvo de uma operação da PF que investigou suspeitas de fraude no setor de combustíveis.
- Márcio Canella: foi preso em flagrante após agentes encontrarem um fuzil calibre 5,56 em seu carro durante o cumprimento de mandados.
- Sóstenes Cavalcante: figurava entre os favoritos para substituir Castro, mas perdeu força após o avanço da investigação sobre um suposto esquema de desvio de cotas parlamentares.
A sequência de episódios levou dirigentes do PL a defender que o próximo escolhido seja anunciado apenas mais próximo do prazo final para o registro das candidaturas. A cautela também alcança o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), um dos principais cotados para disputar a vaga.
Estratégia e Impasses
A estratégia de adiar a definição está longe de ser consenso dentro do partido. Integrantes do PL reconhecem que adiar a definição reduz o risco de desgaste do escolhido, mas afirmam que a demora vem aumentando a insatisfação entre dirigentes estaduais, parlamentares e pré-candidatos.
O caso do Rio tornou-se o principal símbolo desse impasse. Flávio pretendia anunciar o substituto de Cláudio Castro, mas voltou a adiar a decisão. Interlocutores defendem que a escolha ocorra apenas durante a convenção nacional do PL, marcada para 25 de julho, ou até mesmo posteriormente.
Pela legislação eleitoral, as convenções partidárias poderão ser realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto, enquanto o prazo para registro das candidaturas termina em 15 de agosto. Esse intervalo permite manter as negociações abertas sem comprometer os prazos legais.
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