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Alerta aos CEOs: suas empresas foram desenhadas para um mundo que já não existe

Alerta aos CEOs: suas empresas foram desenhadas para um mundo que já não existe

O Fórum Econômico Mundial em Davos trouxe um alerta importante para os diretores-executivos de empresas ao redor do mundo. O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, destacou que a ordem internacional baseada em regras do pós-Guerra Fria já não se sustenta, e que os países precisam enfrentar o mundo como ele é, não como gostaríamos que fosse.

Essa advertência se aplica de forma ainda mais contundente aos CEOs, pois as estratégias corporativas construídas para a ordem de ontem estão agora expostas a riscos que eles já não controlam. Por três décadas, multinacionais americanas operaram com a suposição de que a geopolítica permaneceria em grande medida externa às decisões comerciais. No entanto, essa suposição já não é válida e é perigosa.

O que as empresas estão vivenciando não é uma ruptura repentina, mas o efeito acumulado de tendências visíveis há anos. O que impressiona é quantas companhias ainda permanecem organizadas como se essas tendências nunca tivessem importado. Davos cristalizou uma mudança que já não pode ser descartada como teatro diplomático.

Para as empresas americanas, a consequência não é apenas pressão competitiva no exterior, mas uma erosão constante da força industrial em casa. O desafio central para os CEOs não são tarifas ou controles de exportação isoladamente, mas o descompasso estratégico. A maioria das multinacionais americanas ainda está desenhada para um mundo de alianças estáveis, moedas previsíveis e fluxos de capital relativamente livres de atrito.

Os CEOs precisam construir cenários que partam do pressuposto de que alguns aliados continuarão a se aproximar da órbita econômica da China. Isso exige decisões que muitas empresas adiaram por tempo demais, como:

  • Modelar oportunidades de crescimento e riscos estruturais à medida que os padrões de comércio se realinham;
  • Competir em muitos mercados menores, em vez de poucos mercados de escala;
  • Operar em múltiplas moedas voláteis, em vez de confiar em premissas centradas no dólar;
  • Redesenhar organizações para que informações de mercado sem filtros cheguem ao topo.

Além disso, as empresas precisam decidir com clareza onde jogar — e onde não jogar. Com Xi exercendo controle direto sobre as cadeias de suprimentos da China, ambiguidade já não é estratégia. Seletividade é. Empresas que adiarem escolhas difíceis serão manobradas por aquelas que as fizerem cedo.

Os CEOs precisam recalibrar metas para o que é viável, e não para o que é familiar. Metas de crescimento baseadas em premissas de ontem destruirão capital amanhã. Disciplina agora importa mais do que otimismo. A geração e a alocação de capital precisam ser repensadas a partir dos primeiros princípios.

Por fim, o julgamento geopolítico precisa sair dos silos de relações governamentais e ir para o gabinete do CEO e a sala do conselho. Isso exige uma mentalidade genuína de sala de guerra. A exposição geopolítica agora molda trajetórias de crescimento, durabilidade de margens e valor de mercado da empresa.

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