Alckmin Diz que Governo não Vai Obrigar Ninguém a Aceitar Redução do Diesel
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo federal não vai “obrigar ninguém” a aceitar a medida de subsidiar o diesel importado. Isso ocorre após os estados adiarem a decisão sobre se vão aderir à proposta apresentada pelo Executivo.
Nesta semana, o governo propôs aos estados dividir os custos para estabelecer uma subvenção do diesel importado de R$ 1,20 por litro do combustível. Cada ente seria responsável por R$ 0,60 por litro, numa tentativa de atenuar os impactos nos preços com a guerra no Oriente Médio.
Os secretários estaduais se reuniram com o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, para discutir o tema, mas não houve consenso. Uma nova reunião está prevista para sacramentar se os estados vão aceitar em unanimidade a proposta.
Posição do Governo
Alckmin afirmou que a proposta de dividir os custos com os estados é “transitória”, com duração de 60 dias, mas não descartou que isso possa ser prorrogado caso a guerra não seja encerrada nesse período.
Ele disse que há uma atuação do governo federal para “evitar o impacto da guerra na vida das pessoas” e falou dos impactos na inflação, tema que preocupa o governo, sobretudo em ano eleitoral.
Alckmin rejeitou, no entanto, que essas medidas estão sendo apresentadas por causa do pleito. “Não tem a ver com eleição. A questão do petróleo é com a guerra. Nós não temos o poder de acabar com a guerra e ela tem consequências no mundo inteiro, o preço do barril do petróleo subiu, isso tem impacto na economia e na inflação”.
Medidas do Governo
O governo federal zerou o imposto sobre o diesel e deu um subsídio para tentar segurar o aumento de preço, porque isso tem impacto na inflação.
Alckmin afirmou que o governo fez um apelo aos estados para não tirar o imposto, mas ter essa subvenção. A decisão final sobre a proposta de subvenção ao diesel importado deve ser tomada na segunda-feira.
- O governo federal propôs dividir os custos para estabelecer uma subvenção do diesel importado.
- A proposta é “transitória”, com duração de 60 dias, mas pode ser prorrogada.
- O governo busca evitar o impacto da guerra na vida das pessoas e na inflação.
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