Brasil Mantém Competitividade com Nova Tarifa dos EUA
O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Alckmin, afirmou que o Brasil não perderá competitividade com a nova tarifa global de 10% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Isso ocorre porque a taxa será aplicada a todos os países exportadores, mantendo o Brasil em igualdade de condições no mercado norte-americano.
A declaração foi feita após a decisão da Suprema Corte dos EUA, que considerou ilegais as tarifas impostas anteriormente por Trump com base em poderes de emergência. A Corte entendeu que a criação de tarifas é prerrogativa do Congresso, e não do Executivo.
Decisão Judicial e Impacto Econômico
A decisão judicial anulou parte relevante do chamado tarifaço, que havia imposto alíquota global de 10% e uma sobretaxa adicional de 40% sobre produtos brasileiros. Alckmin considerou a decisão “muito importante” para o Brasil e acredita que ela abre espaço para ampliar as trocas comerciais.
Setores como máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas podem se beneficiar com a redução das barreiras anteriores. Alckmin também mencionou que produtos estratégicos, como aço e alumínio, ainda podem ter desdobramentos jurídicos.
Setores Beneficiados e Negociação Bilateral
De acordo com Alckmin, a nova tarifa não altera a posição relativa do Brasil no comércio com os EUA. Ele destacou que o Brasil não está entre os países que geram déficit comercial para os Estados Unidos e defendeu a continuidade do diálogo bilateral.
Os especialistas avaliam que a derrubada das tarifas pode favorecer a retomada das exportações brasileiras e reduzir pressões inflacionárias nos EUA. Em 2025, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 37,7 bilhões, o equivalente a 10,8% do total vendido pelo Brasil ao exterior.
Alguns dos setores que podem se beneficiar com a redução das barreiras comerciais incluem:
- Máquinas e motores
- Madeira e pedras ornamentais
- Café solúvel e frutas
Apesar do revés judicial, Trump sinalizou que poderá abrir novas investigações comerciais e estruturar tarifas por outros instrumentos legais, mantendo a política de proteção à indústria americana no centro de sua estratégia econômica.
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