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Águas-vivas dormem 8 horas por dia, mesmo sem ter cérebro

Águas-vivas dormem 8 horas por dia, mesmo sem ter cérebro

Um novo estudo publicado na revista Nature Communications revelou que águas-vivas e anêmonas-do-mar, criaturas sem cérebro, passam cerca de um terço do dia dormindo, em padrões surpreendentemente próximos aos humanos. Isso reforça a ideia de que o sono surgiu muito cedo na história evolutiva, possivelmente como um mecanismo para proteger e reparar células neurais individuais.

Os cientistas observaram a água-viva-de-ponta-cabeça-do-Indo-Pacífico (Cassiopea andromeda) e a anêmona-verme-pigmeia (Nematostella vectensis) em laboratório e em ambientes naturais. Eles descobriram que esses animais dormem cerca de 8 horas por dia, principalmente à noite, e fazem um breve cochilo ao meio-dia.

Relógio biológico

Apesar de não terem cérebro, esses animais também mostram sinais de regulação biológica do sono. As anêmonas mantiveram seus ciclos de descanso mesmo quando os pesquisadores alteraram artificialmente os períodos de luz e escuridão, indicando a presença de um relógio circadiano interno.

Os cientistas também observaram que a privação de sono teve efeitos claros nos animais. Quando os cientistas interromperam o descanso noturno das águas-vivas por mais de 6 horas, os animais dormiram cerca de 50% mais no dia seguinte.

Reparação do DNA

O ponto central do estudo está no nível celular. Experimentos mostraram que o dano ao DNA dos neurônios aumenta durante a vigília e diminui durante o sono em ambos os grupos. Isso sugere que o sono oferece uma “janela dedicada” para manutenção eficiente do DNA.

Os resultados do estudo podem ajudar a explicar a relação entre privação de sono e doenças neurodegenerativas, além de fenômenos como o “sono local”, quando pequenas regiões do cérebro humano entram brevemente em repouso durante a vigília.

  • Águas-vivas dormem cerca de 8 horas por dia.
  • As anêmonas-do-mar também dormem, principalmente ao amanhecer.
  • A privação de sono tem efeitos claros nos animais.
  • O sono pode ser um mecanismo para proteger e reparar células neurais individuais.

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