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6 vezes em que os EUA interviram na América Latina ao longo da história

Intervenções dos EUA na América Latina: Um Resumo Histórico

A história da América Latina está repleta de intervenções dos Estados Unidos, que ao longo dos séculos, têm desempenhado um papel central e controverso na política e economia da região. Desde a Doutrina Monroe até a Guerra Fria, os EUA têm justificado suas ações com base em diferentes pretextos, incluindo a defesa hemisférica, a luta contra o comunismo e a proteção de interesses privados.

Este artigo apresenta seis episódios emblemáticos que ajudam a compreender como se consolidou a prática intervencionista dos EUA na América Latina e quais foram as principais consequências dessas ações. Abaixo, estão listados os seis episódios:

  • As “guerras da banana” (1898-1934): O período em que os EUA realizaram intervenções militares diretas e ações secretas em países da América Central e do Caribe para proteger os interesses de empresas norte-americanas, como a United Fruit Company.
  • Golpe na Guatemala e o laboratório da CIA (1954): O primeiro golpe de Estado articulado diretamente pela CIA na América Latina, que depôs o presidente Jacobo Árbenz Guzmán e inaugurou décadas de instabilidade no país.
  • A Baía dos Porcos e o fiasco em Cuba (1961): A tentativa fracassada de invasão de Cuba por exilados cubanos treinados e financiados pela CIA, que fortaleceu o regime de Fidel Castro e aproximou Cuba da União Soviética.
  • O medo de “outra Cuba” no Brasil e na República Dominicana (1964-1965): A intervenção dos EUA no Brasil e na República Dominicana para evitar a consolidação de governos considerados esquerdistas ou instáveis.
  • Interferência eleitoral e golpe contra Allende no Chile (1970-1973): A ingerência dos EUA na política chilena, que incluiu financiamento de campanhas opositoras, operações de propaganda e apoio ao golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende.
  • Granada e o fim da Guerra Fria no Caribe (1983): A invasão de Granada pelos EUA, que depôs o governo socialista de Maurice Bishop e consolidou a percepção de que os EUA estavam dispostos a agir unilateralmente para conter regimes considerados hostis.

Esses episódios demonstram como as intervenções dos EUA na América Latina têm sido marcadas por uma combinação de interesses econômicos, políticos e estratégicos, e como essas ações têm tido consequências profundas e duradouras para a região. A compreensão desses eventos é fundamental para entender a complexa relação entre os EUA e a América Latina e para avaliar as implicações das políticas externas dos EUA na região.

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