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Aena terá desafio de tornar Galeão ‘hub’ internacional competitivo, dizem analistas

Aena terá desafio de tornar Galeão ‘hub’ internacional competitivo, dizem analistas

Com a vitória no leilão de repactuação do Galeão, a empresa espanhola Aena passa a controlar dois terminais estratégicos do eixo Rio-São Paulo. Os lances agressivos para levar o terminal mostram que o Brasil é um mercado prioritário para o grupo, mas a concessionária terá o desafio de tornar o Galeão um ‘hub’ internacional competitivo.

O principal desafio será reposicionar o Galeão como ‘hub’ internacional competitivo, um perfil diferente dos terminais domésticos e regionais que a Aena opera até agora no país. A gestão da relação Congonhas-Galeão (rotas complementares ou concorrentes) também será um ponto de atenção.

Os analistas avaliam que a saída da Infraero da concessão vai simplificar a governança e centralizar a gestão na concessionária privada. O foco passa a ser a transição da concessão e a implementação do novo ciclo contratual, envolvendo a assunção das obrigações pela nova concessionária e o alinhamento com o poder concedente para garantir continuidade dos serviços e execução dos investimentos previstos.

As mudanças implementadas no novo contrato de concessão tornaram o projeto atrativo, apesar de seu histórico, e o lance vencedor superou a expectativa inicial de arrecadação do governo. A saída da Infraero da composição acionária da concessionária, mudanças dos encargos e atualizações regulatórias relevantes contribuíram para o sucesso desse certame.

  • A vitória no Galeão consolida a posição da Aena como a maior operadora aeroportuária do Brasil em número de terminais e em relevância estratégica do portfólio.
  • O repactuamento da concessão do Galeão mostra que o problema não está necessariamente no ativo, mas no modelo das primeiras concessões, muito inferior ao atual.
  • O desempenho do Galeão não depende só de gestão ou investimento, mas também da governança do Rio para sustentar demanda de passageiros, especialmente no turismo.

A Aena terá que trabalhar para tornar o Galeão um ‘hub’ internacional competitivo, o que exigirá investimentos e uma gestão eficaz. A empresa espanhola tem um portfólio grande de investimentos para desenvolver com Congonhas e o bloco dos onze aeroportos, e o Galeão é um ativo estratégico que complementa bem o seu portfólio.

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