Ações da Copasa Sobem 4% Após Dupla Elevação de Recomendação pelo JPMorgan
A ação da Copasa (CSMG3) experimentou um aumento de 4,56% às 10h17 (horário de Brasília), atingindo R$ 53,29, após o JPMorgan elevar sua recomendação da companhia de saneamento de Minas Gerais de “underweight” para “overweight”. Essa mudança reflete a revisão de duas premissas chave que sustentavam a avaliação anterior do banco.
Em primeiro lugar, a privatização da companhia, anteriormente considerada distante, agora é esperada para o primeiro semestre de 2026. Em segundo lugar, a percepção de que a valuation já refletia boa parte das melhorias regulatórias e operacionais foi revista, com o JPMorgan vendo espaço para novos avanços capazes de atrair cerca de R$ 10 bilhões em capital necessários para o processo.
Cenários de Retorno
No cenário-base, o JPMorgan estima um retorno total próximo de 30%, com taxa interna de retorno (TIR) real de 10,4% e duração de fluxo de caixa de 13,4 anos. Já no cenário otimista, o potencial de alta chega a 90%, impulsionado pela privatização com corte de custos de 50%, retornos permitidos em linha com a última revisão, menor custo de capital e maior crescimento de volume.
Por outro lado, no cenário negativo, a queda poderia alcançar 40%, refletindo um cenário sem privatização e sem corte de custos. No entanto, segundo o banco, a probabilidade de um cenário adverso diminuiu após a aceleração recente das etapas do processo de privatização e uma revisão tarifária melhor do que a esperada.
Termos Regulatórios e Privatização
O governo de Minas Gerais está negociando a prorrogação das concessões com os municípios, com novos contratos que devem incluir termos regulatórios semelhantes aos adotados na privatização da Sabesp (SBSP3), capazes de estimular investimentos e iniciativas de eficiência. Além disso, a revisão tarifária concluída em dezembro de 2025 estabeleceu um WACC regulatório acima do de pares para a Copasa, em 9,8% reais após impostos, e o reconhecimento anual de investimentos em relação à RAB.
A Copasa divulgou os termos de privatização aprovados pelo governo de Minas Gerais, que devem envolver uma oferta secundária de até 45% do capital da companhia. Desse total, 30% seriam vendidos a um investidor estratégico, com 100% das ações bloqueadas por quatro anos e 50% até 2033 ou até a universalização dos serviços.
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