Ações da Copasa Sobem após Elevação de Recomendação do JPMorgan
A Copasa, companhia de saneamento de Minas Gerais, viu suas ações subirem 2,4% após o JPMorgan elevar sua recomendação de “underweight” para “overweight”. Essa mudança reflete a revisão de premissas anteriores do banco, especialmente em relação à privatização da companhia e ao potencial de avanços regulatórios e operacionais.
De acordo com o JPMorgan, a privatização da Copasa, antes considerada distante, agora é esperada para o primeiro semestre de 2026. Além disso, o banco acredita que a valuation da companhia ainda não reflete completamente as melhorias regulatórias e operacionais, o que pode atrair cerca de R$ 10 bilhões em capital necessário para o processo.
Cenários de Retorno
O JPMorgan estima um retorno total próximo de 30% no cenário-base, com uma taxa interna de retorno (TIR) real de 10,4% e duração de fluxo de caixa de 13,4 anos. No cenário otimista, o potencial de alta pode chegar a 90%, impulsionado pela privatização e melhorias nos custos, retornos e crescimento de volume.
No entanto, no cenário negativo, a queda pode alcançar 40%, refletindo um cenário sem privatização e sem corte de custos. O JPMorgan considera que a probabilidade de um cenário adverso diminuiu após a aceleração recente das etapas do processo de privatização e uma revisão tarifária melhor do que a esperada.
Termos Regulatórios e Privatização
O governo de Minas Gerais está negociando a prorrogação das concessões com os municípios, com a expectativa de incluir termos regulatórios semelhantes aos adotados na privatização da Sabesp. Isso deve estimular investimentos e iniciativas de eficiência. Além disso, a revisão tarifária concluída em dezembro de 2025 estabeleceu um WACC regulatório acima do de pares para a Copasa e o reconhecimento anual de investimentos em relação à RAB.
A Copasa divulgou os termos de privatização aprovados pelo governo de Minas Gerais, que envolvem uma oferta secundária de até 45% do capital da companhia. Desse total, 30% seriam vendidos a um investidor estratégico, com um período de lock-up, e 15% seriam destinados a investidores institucionais.
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