Ações da Amazon têm maior queda desde agosto
As ações da Amazon.com tiveram a maior queda em seis meses após a empresa anunciar planos de gastar US$ 200 bilhões neste ano em data centers, chips e outros equipamentos. Isso aumentou a preocupação de investidores de que a aposta colossal da Amazon em inteligência artificial possa não se pagar no longo prazo.
A Amazon informou ter gasto cerca de US$ 130 bilhões em propriedades e equipamentos em 2025, e analistas previam que essas despesas chegariam a aproximadamente US$ 150 bilhões neste ano. No entanto, os gastos planejados pela empresa são significativamente maiores do que o esperado, o que pode pressionar os lucros.
Investimentos em IA e nuvem
O presidente-executivo da Amazon, Andy Jassy, disse que o dinheiro será destinado “majoritariamente” à unidade de computação em nuvem Amazon Web Services (AWS), e que a maior parte desse gasto será voltada para workloads de IA. Jassy afirmou que a AWS tinha uma carteira de pedidos de US$ 244 bilhões no quarto trimestre, alta de 40% em relação ao ano anterior.
Os investimentos da Amazon incluem a competição com o serviço de internet Starlink, da SpaceX, o aumento do uso de robótica em sua operação logística e a abertura de novas lojas Whole Foods. No entanto, a maior fatia dos US$ 200 bilhões financiará a tentativa da Amazon de atender à demanda por poder de computação de clientes de IA.
Reação dos investidores
As ações da Amazon caíram 5,6% no fechamento da sexta-feira em Nova York, a maior queda diária desde 1º de agosto. No ano, o papel da Amazon acumula baixa de 8,9%. A reação negativa é resultado de um aumento maior no capex do que na receita da AWS, o que está preocupando os investidores.
- A receita total da Amazon aumentou 14%, para US$ 213,4 bilhões no quarto trimestre.
- O lucro operacional foi de US$ 25 bilhões no período encerrado em 31 de dezembro.
- A receita de publicidade cresceu 23%, para US$ 21,3 bilhões no movimentado trimestre de feriados.
A Amazon está tentando reduzir a burocracia e tornar a empresa mais ágil, com o corte de 16 mil funcionários corporativos no mês passado. Esse corte mais recente elevou para 30 mil o total de postos eliminados.
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