Ação na Venezuela expõe divisão na América do Sul
A recente ação dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, expôs uma forte divisão política entre os líderes dos países da América do Sul. A maioria dos países demonstrou preocupação com uma nova intervenção americana na região e fez apelos ao diálogo.
Os governos da Colômbia, Brasil e Uruguai condenaram o ataque, embora com tons diferentes, e pediram à ONU que agisse e buscasse uma solução pacífica. Já os governos aliados à administração Trump, como os da Argentina, Paraguai e Equador, comemoraram a saída de Maduro e confiaram que a vitória da oposição nas eleições presidenciais de 2024 acabaria por se impor.
Posições dos governos da América do Sul
- Brasil: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou que as ações dos Estados Unidos “ultrapassam um limite inaceitável” e estabelecem “um precedente extremamente perigoso”.
- Colômbia: O presidente Gustavo Petro criticou duramente o ataque e ordenou o envio de forças de segurança à fronteira.
- Uruguai: O presidente Yamandú Orsi adotou um tom mais moderado, afirmando que “os fins não justificam os meios”.
- Argentina: O presidente Javier Milei comemorou a saída de Maduro e garantiu que a Argentina dará “total apoio à moção dos Estados Unidos”.
- Equador: O presidente Daniel Noboa afirmou que “a hora de todos os criminosos narcochavistas está chegando” e ofereceu sua colaboração para a mudança do regime.
- Paraguai: O presidente Santiago Peña classificou a queda de Maduro como “uma boa notícia” e ofereceu sua colaboração para a mudança do regime.
Essa divisão política na América do Sul reflete as diferentes perspectivas e interesses dos países da região. Enquanto alguns governos consideram a ação dos Estados Unidos como uma ameaça à soberania e à estabilidade regional, outros a veem como uma oportunidade para promover a democracia e a segurança.
Com a situação na Venezuela em transição, os líderes da região precisam encontrar um caminho para promover a paz e a estabilidade, respeitando a soberania e a autodeterminação do povo venezuelano. Isso exigirá um diálogo construtivo e uma cooperação regional eficaz para superar as divisões e os desafios que a região enfrenta.
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