Ação do PicPay Estreia na Nasdaq em Leve Alta
O banco digital PicPay, controlado pela família Batista, realizou sua estreia na Nasdaq nesta quinta-feira, após levantar US$434 milhões em uma oferta pública inicial. Essa foi a primeira nova listagem de ações por uma empresa brasileira em mais de quatro anos.
Às 14h20, os papéis subiam 0,21%, a US$ 19,04. Na máxima, o papel foi a US$ 19,95, avanço de 5%. A empresa vendeu 22,86 milhões de ações na quarta-feira a US$19 cada, que serão negociadas sob o código PICS.
A oferta, que implica uma diluição de cerca de 21% para os acionistas existentes, avaliou a empresa em cerca de US$2,6 bilhões. A empresa também concedeu aos subscritores uma opção de 30 dias para comprar ações adicionais ao preço da oferta pública inicial, aumentando potencialmente o negócio para cerca de US$500 milhões.
Retorno das Listagens de Empresas Brasileiras
A listagem do PicPay marca o retorno da listagem de empresas brasileiras em Nova York. A Bicycle Capital, um fundo de crescimento liderado por ex-executivos da SoftBank, comprometeu-se a investir US$75 milhões na oferta.
A oferta pública inicial foi liderada pelo Citigroup, Bank of America e Royal Bank of Canada. Anderson Brito, chefe de banco de investimento do UBS BB no Brasil, disse que uma pesquisa com investidores institucionais previu mais de 10 IPOs brasileiros em 2026, seja no Brasil ou no exterior.
- A empresa de tecnologia financeira Agibank, avaliada em R$9,3 bilhões no final de 2024, entrou com pedido este mês para ser listada em Nova York.
- As fintechs brasileiras têm obtido sucesso com listagens nos Estados Unidos devido a comparações favoráveis com seus pares globais.
- A última empresa brasileira a abrir o capital foi o banco digital Nubank, que estreou na NYSE no final de 2021, levantando US$2,6 bilhões com uma avaliação acima de US$40 bilhões.
Os retornos das ações são insignificantes em comparação com os rendimentos da dívida doméstica, o que pode continuar atraindo a abertura de capital de grupos brasileiros para Nova York.
No entanto, a demanda sólida nos Estados Unidos pode estimular a demanda no Brasil, especialmente em setores mais defensivos, como infraestrutura.
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