Versão oral do Ozempic fracassa contra o Alzheimer e derruba ações da Novo Nordisk
A Novo Nordisk, uma farmacêutica dinamarquesa, anunciou que uma versão em comprimido do Ozempic não conseguiu retardar a progressão da doença de Alzheimer em dois estudos de alto risco. O medicamento, que já é consagrado no combate à obesidade, não apresentou benefícios significativos na desaceleração da progressão da doença, com base em avaliações cognitivas.
Os pacientes que tomaram o medicamento não apresentaram uma desaceleração na progressão da doença, e a Novo Nordisk decidiu interromper a extensão planejada de um ano dos estudos. As ações da empresa despencaram até 12,4% em Copenhague, atingindo o menor nível desde julho de 2021.
Impacto no mercado
O fracasso elimina uma das últimas esperanças de recuperação a curto prazo para a Novo Nordisk, que enfrenta dificuldades para se reerguer após perder a liderança no mercado de obesidade para a Eli Lilly. A empresa luta para recuperar sua posição de liderança no tratamento da obesidade, e o executivo de longa data Mike Doustdar assumiu o cargo de CEO em agosto.
Os analistas afirmam que o medicamento da Novo Nordisk poderia ter maior chance de prevenir o Alzheimer do que de tratá-lo. No entanto, o fracasso dos estudos é um tema recorrente na terapêutica da doença de Alzheimer, e os pesquisadores acadêmicos também tinham esperança de que o tratamento da Novo Nordisk mostrasse pelo menos um pequeno benefício.
- O valor da Novo caiu mais da metade este ano em meio às preocupações dos investidores com sua competitividade a longo prazo.
- As ações da Lilly, cujos medicamentos concorrentes atuam de forma semelhante, também caíram nas negociações antes da abertura das bolsas americanas.
- As ações da Biogen, que desenvolve outros medicamentos para Alzheimer, subiram 6,7%.
A recompensa potencial para o desenvolvimento de um medicamento eficaz contra o Alzheimer é enorme, com estimativas de até US$ 5 bilhões em receita anual adicional. No entanto, o desenvolvimento de medicamentos para a doença de Alzheimer é notoriamente difícil, e o fracasso dos estudos da Novo Nordisk é um exemplo disso.
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