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BBA rebaixa Hapvida e alerta para visibilidade limitada e maior pressão sobre margens

Rebaixamento da Hapvida pelo Itaú BBA

O Itaú BBA rebaixou a recomendação da Hapvida de “compra” para “neutro” devido aos resultados fracos apresentados no terceiro trimestre de 2025. As ações da empresa acumulam uma baixa de 44% em novembro e 59,4% em 12 meses. O preço-alvo também foi reduzido de R$ 66 para R$ 22 devido ao aumento das incertezas operacionais e de rentabilidade.

Os analistas do Itaú BBA afirmam que a estratégia da Hapvida de investir em “qualidade” elevou a utilização dos serviços pelos beneficiários, aumentando o custo por cliente. No entanto, a migração para o NDI e um novo ciclo de reajustes não compensaram esse efeito, levando a uma piora da rentabilidade.

Desafios para a Hapvida

A Hapvida enfrenta vários desafios, incluindo:

  • Visibilidade limitada para as projeções de curto prazo;
  • Aumento de custos fixos devido à expansão no Sudeste;
  • Concorrência mais desafiadora, especialmente com a Amil;
  • Riscos persistentes de litígios.

Esses desafios tornam o curto prazo mais incerto para a Hapvida. A empresa precisa equilibrar a necessidade de investir em capacidade com a necessidade de controlar os custos e evitar a perda de beneficiários.

Projeções para a Hapvida

O Itaú BBA projeta que a Hapvida registrará receita líquida de R$ 30,8 bilhões em 2025, avançando para R$ 33,0 bilhões em 2026 e R$ 35,3 bilhões em 2027. O índice de sinistralidade de caixa deve permanecer elevado, mas estável, em torno de 73,7% em 2025, 73,8% em 2026 e 73,6% em 2027.

O banco estima um EBITDA ajustado de R$ 3,2 bilhões em 2025, R$ 3,5 bilhões em 2026 e R$ 3,9 bilhões em 2027, com margem em expansão gradual. O lucro líquido ajustado deve crescer de forma mais acelerada, saindo de R$ 593 milhões em 2025 para R$ 1,15 bilhão em 2027.

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