Ex-primeira-ministra de Bangladesh é condenada à morte por crimes contra a humanidade
A Justiça de Bangladesh condenou a ex-primeira-ministra Sheikh Hasina à morte por crimes contra a humanidade relacionados ao levante popular do ano passado. O veredicto foi proferido após um julgamento à revelia, no qual Sheikh e o ex-ministro do Interior, Asaduzzaman Khan, foram acusados de crimes contra a humanidade pelo assassinato de centenas de pessoas durante uma revolta estudantil.
O tribunal também condenou Khan à morte, enquanto um terceiro suspeito, um ex-chefe de polícia, foi condenado a cinco anos de prisão por ter se tornado testemunha do Estado contra Sheikh e se declarado culpado. A deliberação do tribunal foi transmitida ao vivo e o governo interino reforçou a segurança antes do veredicto.
O partido Awami League da ex-primeira-ministra convocou uma paralisação nacional em protesto contra o veredicto. Sheikh e Khan, que estavam exilados na Índia, foram julgados à revelia e chamaram o tribunal de “tribunal de fachada”. Eles enfrentaram acusações de crimes contra a humanidade pelo assassinato de centenas de pessoas durante a revolta estudantil em julho e agosto de 2024.
Um relatório das Nações Unidas afirmou que até 1,4 mil pessoas podem ter sido mortas na violência, enquanto o conselheiro de saúde do governo interino disse que mais de 800 pessoas morreram e cerca de 14 mil ficaram feridas. O chefe de polícia de Daca emitiu uma ordem de “atirar para matar” caso alguém tente incendiar veículos ou lançar bombas caseiras.
- Sheikh Hasina foi condenada à morte por crimes contra a humanidade.
- O ex-ministro do Interior, Asaduzzaman Khan, também foi condenado à morte.
- Um terceiro suspeito foi condenado a cinco anos de prisão.
- O partido Awami League convocou uma paralisação nacional em protesto contra o veredicto.
- O governo interino reforçou a segurança antes do veredicto.
A política de Bangladesh permanece em uma encruzilhada, com poucos sinais de estabilidade. O laureado com o Prêmio Nobel da Paz, Muhammad Yunus, assumiu a chefia de um governo interino e prometeu punir Hasina e proibiu as atividades de seu partido.
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