Mercado Corporativo de São Paulo: Ocupação Recorde e Escassez de Lajes Premium
O mercado de escritórios corporativos de alto padrão em São Paulo está passando por um momento sem precedentes, com uma ocupação recorde e uma escassez significativa de lajes premium. De acordo com um relatório da Cushman & Wakefield, a vacância no setor encerrou o terceiro trimestre de 2025 com um índice de 12,8%, o menor da série histórica, representando uma queda de 5 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024.
A demanda firme desde o ano passado tem impulsionado os preços, que atingiram R$ 142,63 por metro quadrado em média mensal. A valorização é puxada principalmente pelos eixos corporativos mais tradicionais, como Faria Lima e Vila Olímpia, onde a disputa por espaços segue intensa. Na Avenida Faria Lima, o metro quadrado atingiu R$ 285,64, mantendo-se como o mais caro da capital.
Áreas em expansão, como a Chácara Santo Antônio e a Marginal Pinheiros (zona norte), continuam atraindo empresas em busca de lajes amplas e prédios mais modernos, ainda que com valores mais baixos. A Chácara Santo Antônio, por exemplo, tem preços médios de R$ 72,49/m², enquanto a Marginal Pinheiros tem preços médios de R$ 80,42/m².
Os principais perfis de locatários incluem:
- Empresas de agronegócio
- Serviços financeiros
- Manufatura
- Comércio e serviços
- Companhias de tecnologia da informação
- Instituições financeiras e seguradoras
Atualmente, São Paulo soma 133 edifícios corporativos de alto padrão, dois a mais que no início do ano. A Faria Lima concentra 27, seguida por Chucri Zaidan (23) e Berrini (13). O mercado demonstra resiliência, com ocupantes mais seletivos e atentos à eficiência dos espaços.
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