A Amazônia e o Desafio da Soberania Brasileira
O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, alertou sobre a grave situação de segurança na Amazônia, onde o crime organizado internacional tem avançado significativamente, desafiando a soberania do Brasil. Em um artigo publicado na revista Veja, Tadeu destacou que a região está vivendo “uma guerra silenciosa” e que os rios da Amazônia, como o Solimões, Japurá, Içá, Javari, Purus e Negro, estão sendo usados por criminosos para escoar drogas produzidas na Colômbia e no Peru.
De acordo com Tadeu, a geografia e a ausência do Estado brasileiro tornam a Amazônia vulnerável à ação de facções criminosas que mantêm alianças com grupos armados colombianos. Essas facções controlam o tráfico de drogas até os portos de Manaus, Belém e Santarém, e também estão envolvidas em outras atividades ilícitas, como garimpo, pesca e madeira ilegais, biopirataria e tráfico de pessoas.
O Ecossistema Criminoso
O vice-governador ressaltou que o tráfico de drogas está inserido em um “ecossistema criminoso” que se alimenta da ausência do Estado brasileiro e da vulnerabilidade social. Esse ecossistema é alimentado por uma rede de atividades ilícitas que inclui:
- Garimpo ilegal
- Pesca ilegal
- Extração ilegal de madeira
- Biopirataria
- Tráfico de pessoas
Essas atividades ilícitas representam uma ameaça significativa à população, principalmente no interior da Amazônia, e perpetuam a dependência e a violência na região.
Reação ao Crime
Tadeu de Souza destacou a criação das Bases Fluviais Arpão I e II, instaladas nos rios Solimões e Negro, que ajudaram a reduzir o fluxo de drogas. No entanto, o vice-governador afirmou que o Estado brasileiro ainda não acompanha a velocidade do crime, que se beneficia de tecnologia, corrupção e conexões internacionais.
Para combater o crime organizado, Tadeu defendeu a ampliação de iniciativas como o programa federal Amazônia Segurança e Soberania (Amas) e o Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), sediado em Manaus. Além disso, ele cobrou do governo federal maior coordenação entre diplomacia e economia para enfraquecer o poder financeiro das facções.
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