bukib
0 bukibs
Columbus, Ohio
Hora local: 23:06
Temperatura: 4.1°C
Probabilidade de chuva: 0%

Mercado vive gangorra com tensão EUA X China: “Latido de Trump é pior que a mordida”

Resumo do Mercado: Tensão EUA X China

O mercado global vivenciou uma semana de grande turbulência, com uma queda significativa nas bolsas em sexta-feira, seguida de um alívio na segunda-feira. A tensão entre os Estados Unidos e a China foi o principal fator responsável por essa volatilidade.

Na sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de 100% sobre produtos chineses, o que levou a uma perda de mais de US$ 2 trilhões em valor nas bolsas globais. No entanto, no fim de semana, Trump recuou em seu discurso, afirmando que “tudo ficará bem” e que os EUA “não querem prejudicar a China”.

Essa mudança de tom ajudou a acalmar os investidores e a bolsa de valores americana começou a se recuperar. Os futuros das bolsas americanas operaram em alta, com o Dow Jones subindo cerca de 1%, o S&P 500 avançando 1,4% e o Nasdaq subindo 1,9%. As ações de tecnologia, como Nvidia e AMD, também apresentaram ganhos significativos.

Além disso, o dólar americano recuou em relação ao real, e o Ibovespa futuro avançou 0,98%. O petróleo e o minério de ferro também apresentaram alta, refletindo a expectativa de que o confronto comercial não saia do controle.

Os analistas consideram que a tensão entre os EUA e a China é mais uma tática de negociação do que uma mudança estrutural. O Goldman Sachs aponta que as tarifas anunciadas por Trump só entrariam em vigor a partir de 1º de novembro, depois da reunião da APEC, o que sugere que há margem para recuo.

No entanto, a paralisação parcial do governo americano segue sem solução e é um fator de preocupação para os investidores. Além disso, a semana traz a temporada de balanços dos grandes bancos dos EUA, o que pode oferecer pistas sobre crédito e consumo.

No Brasil, o alívio global e a alta das commodities ajudam o mercado local a abrir em alta, mas o cenário interno segue desafiador. A piora fiscal, a fragilidade do crédito corporativo e as saídas de capital estrangeiro continuam pesando sobre o real e os juros futuros.

Os próximos dias devem mostrar se o gesto de Trump foi apenas um recuo tático ou o início de uma trégua real com a China. Para o mercado, o que importa é se as tarifas de 100% serão mesmo aplicadas em 1º de novembro, ou se o “tudo ficará bem” é só mais um capítulo do estilo imprevisível do presidente americano.

  • Os principais fatores que influenciaram o mercado foram a tensão entre os EUA e a China, a paralisação parcial do governo americano e a temporada de balanços dos grandes bancos dos EUA.
  • O mercado vê espaço para recuperação, mas a volatilidade é grande e o cenário está completamente turvo.
  • Os investidores continuam atentos a riscos que vão além da disputa comercial, como a paralisação parcial do governo americano e a piora fiscal no Brasil.

Este conteúdo pode conter links de compra.

Fonte: link