Ouro atinge novo recorde e se aproxima de US$ 3,9 mil após paralisação do governo nos EUA
O ouro alcançou uma nova máxima histórica na quarta-feira, 1º, à medida que os EUA iniciaram uma paralisação do governo, aumentando a procura por ativos de proteção e ameaçando atrasar a divulgação de indicadores econômicos importantes. O metal subiu para US$ 3.895,38 a onça, em alta pelo quinto dia seguido.
Essa alta foi impulsionada pelo fracasso de um pacote emergencial para evitar o fechamento em Washington, enquanto a Casa Branca orientou agências a “executar seus planos para uma paralisação ordenada” — a primeira em sete anos. A suspensão das operações federais aumenta a pressão sobre o dólar e pode atrasar a publicação de dados críticos para avaliar a economia dos EUA, incluindo o relatório de emprego de sexta-feira.
Impactos da paralisação do governo nos EUA
A paralisação do governo nos EUA pode ter impactos significativos nos mercados financeiros. Alguns dos principais impactos incluem:
- Atrasos na divulgação de indicadores econômicos importantes, como o relatório de emprego;
- Pressão sobre o dólar, que pode afetar a economia dos EUA e os mercados globais;
- Preocupações com a independência do banco central, o que pode afetar a política monetária e a economia.
O ouro acumula alta superior a 48% em 2025, no caminho para o maior ganho anual desde 1979. O rali tem sido sustentado por compras de bancos centrais e pelo avanço das posições em fundos negociados em bolsa (ETFs) lastreados em ouro, em meio à retomada dos cortes de juros pelo Federal Reserve.
A prata, por sua vez, saltou até 2%, a US$ 47,5598 a onça — menos de 5% abaixo da máxima histórica. O metal mais barato sobe mais de 60% no ano, apoiado pelos mesmos fatores macroeconômicos que impulsionam o ouro e pela escassez de oferta após anos de déficits de produção.
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