Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (18) mostra que a candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à eleição de 2026 perdeu apoio entre os eleitores após a condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Para 76% dos entrevistados, ele deve desistir da disputa e apoiar outro candidato, contra 65% em agosto. Apenas 19% defendem que Bolsonaro mantenha a candidatura, mesmo inelegível.
A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 14 de setembro, logo após a condenação no STF, com 2.004 entrevistas presenciais em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
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O movimento foi intenso mesmo entre os que se declaram bolsonaristas: 46% agora preferem que o ex-presidente abra mão da candidatura, alta de 15 pontos em relação ao mês anterior. Entre a direita não-bolsonarista, o avanço foi de 21 pontos, passando de 53% para 74%.
Se Bolsonaro não conseguir reverter a inelegibilidade, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), segue como o preferido para substituí-lo, citado por 15% dos entrevistados. Ainda assim, 28% responderam “nenhum desses”, indicando falta de identificação com os nomes disponíveis.
Principais números da pesquisa:
- Bolsonaro deve desistir e apoiar outro nome: 76% (65% em agosto)
- Bolsonaro deve manter a candidatura: 19%
- Entre bolsonaristas: 46% querem que desista (31% em agosto)
- Na direita não-bolsonarista: 74% defendem desistência (53% em agosto)
- Preferido como substituto: Tarcísio de Freitas, com 15%
- “Nenhum dos nomes” apresentados: 28%
O levantamento também mostra estabilidade na rejeição à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição: 59% dizem que o presidente não deveria concorrer, contra 58% em agosto. Entre os possíveis substitutos do petista, o vice-presidente Geraldo Alckmin aparece em primeiro lugar, com 9%.
Segundo o levantamento, Lula contina liderando todos os cenários de primeiro e segundo turnos para 2026.
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