FIIs de “papel” lideram os retornos no mercado
Os fundos imobiliários de recebíveis, conhecidos como FIIs de papel, têm apresentado retornos significativos no mercado, com alguns fundos alcançando retornos de até 17% em um ano. Isso ocorre em um cenário de juros elevados, onde boa parte das carteiras está indexada ao CDI, distribuindo dividendos robustos e superando o desempenho de muitos FIIs de tijolo.
De acordo com especialistas, o desempenho dos FIIs de papel está diretamente ligado ao atual ciclo monetário e à expectativa para a trajetória da Selic, da inflação e das eleições. Michel Bezerra, analista da TRX/Trix, afirma que o ambiente ainda favorece os fundos indexados ao CDI, mas lembra que essa vantagem tende a diminuir quando o mercado passar a precificar uma queda mais consistente dos juros.
Ranking dos 10 fundos imobiliários de papéis com maiores retornos em 12 meses
- Manatí Capital Hedge (MANA11): 21,2% de retorno em 12 meses
- AF Invest CRI (AFHI11): 17,5% de retorno em 12 meses
- Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11): 17,5% de retorno em 12 meses
- Polo Crédito Imobiliário (PORD11): 16,9% de retorno em 12 meses
- Kinea Securities (KNSC11): 16,1% de retorno em 12 meses
- Kinea Créditos (KCRE11): 15,6% de retorno em 12 meses
- Kinea Índices de Preços (KNIP11): 15,4% de retorno em 12 meses
- Kinea Unique HY CDI (KNUQ11): 15,3% de retorno em 12 meses
- Kinea High Yield CRI (KNHY11): 12,4% de retorno em 12 meses
- Itaú Crédito Imobiliário IPCA (ICRI11): 11,9% de retorno em 12 meses
Os especialistas também alertam que rankings de desempenho devem ser analisados com cuidado, pois fundos com retornos semelhantes podem ter assumido níveis de risco completamente diferentes para chegar ao mesmo resultado. Além disso, a escolha entre fundos indexados ao CDI e ao IPCA não deve ser tratada como uma decisão excludente, pois cada indexador cumpre uma função diferente dentro da carteira.
Para construir uma carteira equilibrada, é importante considerar o objetivo do investidor e o estágio do ciclo econômico. A combinação de fundos indexados ao CDI e ao IPCA pode ser uma estratégia eficiente para reduzir a dependência de um único cenário macroeconômico. Além disso, a atuação do Banco Central também pode influenciar o desempenho dos fundos, especialmente em relação à Selic.
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