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Leilão da Antiga Sede dos Correios no Rio de Janeiro

A antiga sede dos Correios, localizada na Rua Primeiro de Março, no centro do Rio de Janeiro, será levada a leilão nesta quinta-feira. O imóvel, que faz parte do conjunto histórico da Praça XV, terá um valor inicial de R$ 53,6 milhões. O leilão será realizado exclusivamente pela internet, na plataforma da VIP Leilões.

A venda da sede dos Correios ocorre em meio ao processo de reestruturação da empresa e gera discussões sobre o futuro do edifício e sua inserção no contexto histórico e cultural do centro do Rio. O prédio está localizado próximo a marcos como o Paço Imperial, a Igreja da Candelária, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e o Centro Cultural França-Brasil.

Tombamento e Restrições

De acordo com a presidente em exercício do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), Isabel Rocha, o tombamento do edifício protege suas características, mas não impede a transferência de propriedade. O proprietário, no entanto, não pode demolir ou descaracterizar o bem e deve obter autorização dos órgãos responsáveis pela preservação antes de realizar intervenções.

A preocupação do CAU/RJ está relacionada ao uso que poderá ser dado ao imóvel após a venda e ao impacto sobre a paisagem histórica da região. Quem adquirir o prédio deverá considerar as restrições impostas pelo tombamento e a posição do imóvel em uma área de forte valor histórico.

Reestruturação dos Correios

Os Correios informaram que a alienação do imóvel faz parte da revisão de sua carteira imobiliária e integra o plano de reestruturação da estatal. A racionalização de ativos ociosos ou subutilizados contribui para a redução de despesas de manutenção e viabiliza o reinvestimento em modernização, além de apoiar o processo de reequilíbrio financeiro da estatal.

  • O leilão será realizado exclusivamente na plataforma da VIP Leilões.
  • O lance inicial previsto para o edifício é R$ 53,6 milhões.
  • Caso não haja arrematação nas primeiras etapas, o valor poderá cair para R$ 47,8 milhões nas rodadas seguintes.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou que não interfere na transferência da propriedade ou da posse de bens tombados e que a responsabilidade pela integridade e pela manutenção do imóvel permanece com o proprietário.

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