Gestão Financeira na Radiologia: O Elo Mais Frágil
A gestão financeira é um dos principais desafios enfrentados pelos centros de radiologia no Brasil. De acordo com um levantamento realizado pela Pixeon, 55% das instituições não conhecem com precisão o custo dos procedimentos que realizam, e apenas 24% mantêm controle financeiro totalmente automatizado.
Esses dados foram obtidos através do Monitor Nacional de Eficiência Pixeon, que ouviu 89 instituições de radiologia em todo o país entre fevereiro e março de 2026. O estudo avalia o desempenho da radiologia a partir de quatro dimensões: clínica, operacional, financeira e de relacionamento.
Desafios na Gestão Financeira
Um dos principais desafios enfrentados pelas instituições de radiologia é a falta de visibilidade sobre custos. Isso afeta diretamente a sustentabilidade das operações, tornando difícil precificar serviços, priorizar procedimentos mais rentáveis e negociar reajustes com operadoras.
- 60% das instituições registraram crescimento de faturamento em 2025, mas o desempenho concentrou-se entre as que já possuem maior controle sobre indicadores financeiros e operacionais.
- 43% das instituições apontam o baixo repasse dos convênios como principal entrave ao crescimento, mas mais da metade não dispõe de dados suficientes para sustentar essa análise.
- O ciclo de receita agrava o quadro, com o intervalo entre a realização do exame e o pagamento efetivo, somado a glosas e atrasos das operadoras, consome margens e exige capital de giro das instituições.
Para Iomani Engelmann, co-CEO da Pixeon, o problema não está no volume de receita, mas na capacidade de gestão. “O setor avançou muito em tecnologia e operação, mas a gestão financeira ainda não acompanhou esse ritmo. Quando a instituição não tem clareza sobre seus custos e seu ciclo de receita, ela perde capacidade de decisão e fica mais exposta a riscos”, afirma.
A Pixeon é uma empresa de tecnologia que atende o setor de saúde, fundada em 2003 em Florianópolis. A empresa atende mais de 3 mil clientes e impacta mais de 50 milhões de pacientes por ano, com atuação também na Argentina, no Uruguai e no Peru.
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