Morgan Stanley vê correção em IA como oportunidade
O recente declínio das ações ligadas à inteligência artificial (IA) criou uma oportunidade de compra para investidores, de acordo com os estrategistas do Morgan Stanley. Em um relatório de estratégia global, o banco reafirma sua visão positiva para todo o ecossistema de infraestrutura de IA, argumentando que a demanda por capacidade computacional superará a oferta por muitos anos, sustentando um novo ciclo de investimentos em tecnologia, energia e data centers.
Os estrategistas do Morgan Stanley acreditam que a recente correção nos preços das ações do setor foi motivada por fatores técnicos e realização de lucros, e não por uma deterioração dos fundamentos. Eles também destacam que a melhoria contínua das capacidades dos modelos de IA aumenta o valor econômico da “inteligência digital”, estimulando investimentos em chips, data centers, energia e redes de transmissão.
Principais convicções do Morgan Stanley
- A demanda por computação continuará crescendo em ritmo acelerado à medida que os modelos se tornam mais poderosos.
- A melhoria contínua das capacidades dos modelos de IA aumenta o valor econômico da “inteligência digital”.
- A recente correção nos preços das ações do setor criou uma oportunidade de compra para investidores.
O Morgan Stanley também destaca que a energia se tornará o principal gargalo para a expansão dos data centers, com um déficit potencial de 38 gigawatts de energia para atender os data centers norte-americanos até 2028. Isso fortalece a tese de investimento em empresas ligadas à geração e armazenamento de energia, além de soluções que acelerem o acesso à eletricidade.
Ações do Brasil entram na tese da IA
O Morgan Stanley também destaca que o Brasil entra na tese da IA, com a exposição latino-americana à inteligência artificial ocorrendo principalmente por meio do fornecimento de minerais, energia e infraestrutura. O banco destaca que a região concentra cerca de 30% da produção mundial de cobre, 60% das reservas globais de lítio, além de abundantes recursos energéticos, insumos considerados fundamentais para a expansão da infraestrutura de IA.
Entre as ações preferidas na América Latina estão Axia, Petrobras, Vale, Copel, Auren e WEG, além de empresas ligadas à geração de energia e mineração em outros países da região. O banco destaca especialmente o potencial das elétricas, com o crescimento dos data centers podendo elevar a demanda por eletricidade ao longo dos próximos anos.
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