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Inflação na Argentina: Um Problema Crônico

A Argentina enfrenta um problema crônico de inflação, que atingiu um patamar alarmante de 13 trilhões por cento desde a criação do Banco Central da República Argentina (BCRA) em 1935. O presidente Javier Milei critica a instituição e defende uma reforma ou extinção do BCRA, argumentando que a inflação é um fenômeno monetário gerado por um excesso de oferta.

Milei explica que a necessidade de um bem utilizado como dinheiro que não perdesse valor ao longo do tempo resultou no uso dos metais preciosos, dando origem à função de reserva de valor. No entanto, o uso dos metais trazia consigo o problema da portabilidade e do risco de transporte, o que levou à criação do papel-moeda conversível.

Criticas ao BCRA

O presidente critica a esquerda e os “nacionalistas de quinta categoria” que defendem a provisão de dinheiro pelo Estado, argumentando que a oferta monetária não apenas provê o serviço de liquidez, mas também oferece uma fonte de arrecadação tributária sem a necessidade de legislar impostos explícitos. Milei afirma que o roubo não é dado pelo imposto inflacionário, mas sim pela “senhoriagem” (emissão sem lastro).

Ele também critica as mudanças na instituição, como a modificação da Carta Orgânica em 2012, que permitiu a justificação do roubo de US$ 10 bilhões para o Fundo do Bicentenário de 2010. Milei argumenta que a forma como o Estado introduz o dinheiro afeta a distribuição de renda e os preços relativos, portanto, afetará a poupança, o investimento e a taxa de juros.

Reforma do BCRA

Milei propõe uma reforma da Carta Orgânica do BCRA, com base em cinco linhas analíticas. A primeira modificação é acabar com a “bestialidade de cinco objetivos para um instrumento”, com a missão fundamental do BCRA voltando a ser preservar o valor da moeda. A segunda modificação é proibir o financiamento do Estado, o que vale tanto para o Tesouro Nacional quanto para os Estados Provinciais e os Municípios.

A terceira modificação será blindar o presidente do BCRA e a diretoria contra os “atropelos da política”. A quarta modificação é restringir o pagamento de dividendos pelos resultados derivados da prestação do serviço de liquidez. Por fim, serão eliminados, “de forma radical”, outras mudanças introduzidas pela Carta Orgânica de 2012, ao mesmo tempo que se elimina “a fraude das Letras Intransferíveis”.

Essas mudanças visam tornar o BCRA mais transparente e responsável, e evitar que o Estado utilize o banco central para fins políticos. Além disso, a reforma também visa proteger a carteira dos cidadãos, garantindo que o valor da moeda seja preservado.

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