Declaração do Departamento de Estado Americano
O Departamento de Estado americano se pronunciou recentemente para rebater acusações de que uma missão diplomática planejada ao Brasil teria como objetivo questionar a integridade do processo eleitoral brasileiro. A declaração veio em resposta à decisão do Itamaraty de negar entrada a dois funcionários da pasta americana.
A comitiva que teria viajado ao Brasil entre 27 e 30 de julho era composta pelo secretário-assistente Riley M. Barnes, chefe do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL), e pelo subsecretário-assistente Samuel Samson. De acordo com o comunicado americano, a agenda previa encontros com integrantes da administração federal, lideranças religiosas e entidades da sociedade civil, com enfoque em temas como “integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão”.
Reação do Itamaraty
O Itamaraty recusou os vistos após revelações do jornal americano The Washington Times, que divulgou informações de funcionários de ambos os governos indicando que o propósito real da visita seria questionar a confiabilidade e a transparência do sistema eleitoral brasileiro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou ter sido procurado pela embaixada americana para coordenar encontros, mas não recebeu detalhes prévios sobre o assunto.
A agenda não foi formalizada devido ao recesso judiciário em vigor no período. No entanto, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, já havia se reunido com embaixadores em junho para apresentar o funcionamento das urnas eletrônicas brasileiras, oportunidade em que reforçou a segurança do sistema.
Próximos Passos
O tribunal informou que promoverá novo encontro com representantes diplomáticos em 17 de agosto, dentro de sua sede, e confirmou que a delegação americana será convidada para participar. Além disso, o Departamento de Estado americano argumentou que a iniciativa se enquadrava nas responsabilidades legais do DRL e negou qualquer conotação de “manobra” destinada a desacreditar as eleições de um país democrático.
- A visita foi caracterizada como uma “visita de rotina” pelo Departamento de Estado americano.
- A agenda previa encontros com integrantes da administração federal, lideranças religiosas e entidades da sociedade civil.
- O TSE confirmou ter sido procurado pela embaixada americana para coordenar encontros.
Em resumo, o Departamento de Estado americano negou qualquer intenção de interferir nas eleições brasileiras e caracterizou a visita como uma “visita de rotina”. O Itamaraty recusou os vistos após revelações de que o propósito real da visita seria questionar a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
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