Ministro da Fazenda Rejeita Risco de “All In” Fiscal
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rejeitou a avaliação de que o governo Luiz Inácio Lula da Silva estaria promovendo um “all in” na política fiscal. Em entrevista exclusiva, ele afirmou que a atual gestão segue um caminho oposto ao descrito por parte do mercado e defendeu que o governo encerrará o mandato com as contas públicas em situação melhor do que a encontrada em 2023.
Durigan destacou que o governo tem bloqueado despesas para cumprir o arcabouço fiscal e defendeu a condução da relação com Congresso e governadores. Ele também afirmou que a equipe econômica pretende entregar ao próximo governo um cenário fiscal mais organizado do que o recebido no início da atual administração.
Orçamento “Rígido” para 2027
O Projeto de Lei Orçamentária de 2027 será elaborado dentro das regras fiscais e contemplará todas as despesas permanentes do governo. Durigan afirmou que o orçamento será “bastante rígido” e projetará uma meta de superávit de 0,5%, prevendo os programas como Bolsa Família e Farmácia Popular.
Além disso, o ministro descartou medidas de fim de mandato que possam transferir custos para a gestão seguinte, como desoneração no apagar das luzes. Ele também afirmou que a consolidação das contas públicas seguirá sendo prioridade até o fim do mandato.
Legado da Equipe Econômica
Durigan avaliou que a gestão conseguiu promover um ajuste equivalente a cerca de 2% do PIB na trajetória do resultado primário. Ele defendeu que esse movimento deve prosseguir e que as promessas para o futuro se calcam no que a equipe fez durante esses três anos e meio.
Os principais pontos destacados pelo ministro incluem:
- A economia brasileira melhorou estruturalmente nos últimos tempos;
- O governo tem bloqueado despesas para cumprir o arcabouço fiscal;
- A equipe econômica pretende entregar um cenário fiscal mais organizado ao próximo governo;
- O orçamento de 2027 será “bastante rígido” e projetará uma meta de superávit de 0,5%.
Em resumo, o ministro da Fazenda rejeitou a avaliação de que o governo estaria promovendo um “all in” fiscal e defendeu que a gestão seguirá um caminho oposto, priorizando a consolidação das contas públicas e a entrega de um cenário fiscal mais organizado ao próximo governo.
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