bukib
0 bukibs
Columbus, Ohio
Hora local: 08:39
Temperatura: °C
Probabilidade de chuva: %

Partidos Perderam o Interesse pela Disputa Presidencial

A falta de candidaturas presidenciais competitivas fora da polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não decorre apenas da dificuldade de novos nomes conquistarem o eleitorado. Segundo a CEO do Instituto Ideia, Cila Schulman, os próprios partidos perderam parte do interesse estratégico pela disputa pelo Palácio do Planalto.

Essa mudança estaria ligada ao fortalecimento do Legislativo no controle do Orçamento e ao modelo de distribuição dos fundos partidário e eleitoral. Os partidos passaram a concentrar energia e recursos nas eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado.

Mudança na Lógica Partidária

A lógica partidária mudou à medida que o Congresso ganhou mais poder sobre a execução de políticas públicas e sobre a distribuição de recursos do Orçamento. Segundo Cila, “o poder passou para o Legislativo, em termos financeiros mesmo. Quem hoje tem os recursos e toma decisões sobre políticas públicas é o Legislativo”.

Isso é refletido na forma como os partidos investem seus recursos, priorizando o tamanho da bancada de deputados federais, que é fundamental para o acesso a fundos partidários e eleitorais.

Consequências para a Disputa Presidencial

A avaliação de Cila ajuda a explicar por que, mesmo às vésperas do início oficial da campanha, candidatos posicionados como alternativas a Lula e Flávio continuam com pouco apoio nacional e dificuldades para construir alianças.

Alguns exemplos incluem:

  • Governadores como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) mantêm maior presença em seus próprios estados.
  • Renan Santos (Missão) concentra parte relevante de sua força nas redes sociais.

Nenhum deles, porém, apareceu até agora com dois dígitos nas pesquisas.

Desinteresse Partidário e Eleitoral

O desinteresse partidário ajuda a afastar também o eleitor da campanha. Sem mobilização das legendas, alianças nacionais ou discussão de propostas, a disputa presidencial permanece restrita à rejeição aos dois polos.

Além disso, a ausência de projetos claros apresentados pelos principais candidatos é um fator importante. Segundo Cila, “é uma eleição em que eu não estou vendo até agora ninguém falar de projeto. Você não tem projeto de nenhum lado, não tem ninguém discutindo um plano de Brasil”.

Este conteúdo pode conter links de compra.

Fonte: link