Itaú BBA: Apostando em Exportadoras como Proteção Cambial
O Itaú BBA reforçou sua preferência por empresas brasileiras com receitas em moeda forte, como forma de proteção cambial em um cenário de maior volatilidade do dólar. Isso ocorre porque essas empresas tendem a se beneficiar de uma eventual valorização do câmbio, tornando-se mais atraentes para investidores que buscam exposição a companhias com receitas em dólar.
Entre as principais escolhas do banco estão a Embraer, Petrobras, Suzano e Vale. Essas empresas são destacadas por terem receitas em moeda forte e por estarem bem posicionadas para se beneficiar de uma valorização do câmbio. A Embraer, por exemplo, é apontada como a principal escolha em bens de capital, devido à sua operação dolarizada e ao crescimento esperado nos negócios de aviação executiva e serviços.
Setores com Desempenho Positivo em Períodos de Alta do Dólar
Segundo o BBA, setores como Óleo e Gás, Bens de Capital e Papel e Celulose tendem a apresentar desempenho positivo em períodos de alta do dólar. Isso ocorre porque esses setores têm receitas em moeda forte e são menos afetados pela volatilidade do câmbio. Além disso, o mercado acionário brasileiro possui forte correlação com a taxa de câmbio real efetiva, o que significa que as ações tendem a se valorizar quando o dólar se valoriza.
Outras empresas destacadas pelo BBA incluem a JBS, SLC Agrícola, WEG, Marcopolo, Gerdau e Prio, que são vistas como alternativas para investidores interessados em empresas com maior exposição ao dólar.
- Embraer: principal escolha em bens de capital, devido à operação dolarizada e ao crescimento esperado nos negócios de aviação executiva e serviços.
- Petrobras: destaque no setor de petróleo, com exposição aos preços internacionais da commodity e potencial de geração de caixa.
- Suzano: maior beneficiária do câmbio, devido às receitas majoritariamente em dólar e custos concentrados em reais.
- Vale: destacada pela geração de fluxo de caixa e possibilidade de retorno aos acionistas.
Em resumo, o Itaú BBA está apostando em exportadoras como forma de proteção cambial, destacando empresas como Embraer, Petrobras, Suzano e Vale como principais escolhas para investidores que buscam exposição a companhias beneficiadas por uma eventual valorização do câmbio.
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