Disputa pela Concessão da Rodovia Régis Bittencourt
A disputa pela concessão da Rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba, está prestes a ser decidida. Três grupos apresentaram propostas para o ativo: a Motiva, a EPR (joint venture entre Equipav e Perfin) e a Arteris, atual concessionária da rodovia.
O projeto é uma das principais apostas do programa de concessões do governo federal e prevê investimentos de cerca de R$ 7,2 bilhões para ampliar a capacidade e melhorar as operações ao longo do contrato. Segundo o Bradesco BBI, a concessão pode ser atraente para investidores, com retornos potenciais entre 10% e 20% em termos de taxa interna de retorno real alavancada.
Características Atrativas
Os analistas apontam que a rodovia apresenta atributos que tendem a estimular a concorrência, incluindo:
- Relevância estratégica para a logística nacional
- Receitas relativamente previsíveis devido à indexação à inflação e aos mecanismos de mitigação de risco de tráfego
- Cláusulas de compartilhamento de riscos relacionados a demanda, custos de insumos, licenciamento ambiental e desapropriações
No entanto, o banco também destaca desafios importantes, como a menor visibilidade sobre ativos e passivos acumulados durante a concessão atual e um prazo contratual mais curto em comparação com projetos greenfield tradicionais.
Impacto para as Empresas
Para a Motiva, a participação no certame já era esperada pelo mercado. O impacto potencial é inicialmente neutro, dependendo dos termos efetivos da proposta vencedora. O Bank of America estima que o projeto poderia gerar cerca de R$ 200 milhões em valor presente líquido (VPL) para a Motiva.
A disputa pela concessão da Rodovia Régis Bittencourt é um evento importante para o setor de infraestrutura no Brasil, e o resultado do leilão pode ter impactos significativos para as empresas envolvidas e para a economia como um todo.
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