Lorde Critica Descrições de Músicas Feitas por IA no Spotify
A cantora Lorde recentemente expressou sua insatisfação com o uso de inteligência artificial no Spotify, especificamente com o recurso “About the Song”. Em uma publicação no Instagram Stories, ela mostrou uma descrição incorreta exibida para sua faixa “Current Affairs”, do álbum Virgin. A descrição relacionava a música a uma coreografia da Ultrasound World Tour, mas a cena descrita era na verdade parte da apresentação de outra música, “GRWM”.
A repercussão do caso revelou que o erro já havia sido publicado em uma reportagem do site australiano The Music, uma das fontes utilizadas pelo recurso do Spotify. Após o caso ganhar destaque, o site corrigiu a informação e o Spotify removeu o resumo incorreto.
Para Lorde, o problema vai além da troca de títulos. Ela argumenta que oferecer um significado pronto no próprio aplicativo pode limitar a interpretação pessoal de quem ouve uma música. Ela também pediu que cantores e compositores possam escolher não participar da ferramenta. A cantora acredita que a interpretação de uma música deve ser pessoal e que a descrição automática pode tirar a liberdade do ouvinte de criar sua própria conexão com a música.
O Spotify afirmou que o About the Song continua em fase de testes e que os resumos são produzidos a partir de textos publicados por terceiros. A plataforma também afirmou que os resumos podem ser ajustados com base nas avaliações de artistas e fãs. No entanto, até agora, a empresa não anunciou uma opção para desativar o recurso.
- A discussão em torno do uso de inteligência artificial no Spotify levanta questões importantes sobre a interpretação de músicas e a liberdade do ouvinte.
- A necessidade de uma opção para desativar o recurso “About the Song” é um ponto de debate entre artistas e fãs.
- A importância de manter a interpretação pessoal de músicas é um tema que deve ser considerado na criação de recursos de descrição automática.
Em resumo, a crítica de Lorde ao uso de inteligência artificial no Spotify é um lembrete de que a interpretação de músicas é um processo pessoal e que a descrição automática pode tirar a liberdade do ouvinte de criar sua própria conexão com a música. A discussão em torno desse tema é importante e deve ser considerada na criação de recursos de descrição automática.
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