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FORTUNA DE MICHAEL JACKSON VOLTA ÀS MANCHETES

Mais de 17 anos após a morte de Michael Jackson, uma nova disputa envolvendo o espólio do artista volta a ocupar espaço na imprensa internacional. Desta vez, o foco das manchetes está na atuação de Paris Jackson, que questiona decisões tomadas pelos administradores da herança do pai, enquanto seus irmãos, Prince Jackson e Bigi Jackson, adotam uma postura mais discreta diante da gestão do patrimônio.

Apesar de alguns portais tratarem o caso como uma briga entre os filhos do cantor, os documentos judiciais disponíveis indicam que o principal conflito continua sendo a forma como o espólio administra uma fortuna construída justamente depois da morte do Rei do Pop. Para entender como a disputa chegou a esse ponto, porém, é preciso voltar a 2009.

De dívidas milionárias a um patrimônio bilionário

Quando Michael Jackson morreu, em 25 de junho de 2009, aos 50 anos, a situação financeira era muito diferente da imagem de um dos artistas mais bem-sucedidos da história da música. Embora fosse dono de um catálogo musical extremamente valioso e de participações em importantes direitos autorais, o cantor acumulava centenas de milhões de dólares em dívidas.

Algumas das principais razões para essa situação financeira incluem:

  • Empréstimos e despesas elevadas
  • Compromissos financeiros pressionando o patrimônio
  • Dívidas milionárias

A recuperação começou poucos meses depois, com o documentário This Is It, produzido a partir dos ensaios da turnê que Michael preparava antes de morrer, tornando-se um enorme sucesso mundial. Em seguida, vieram novos acordos com a Sony Music, projetos especiais, licenciamentos e os espetáculos do Cirque du Soleil inspirados na obra do cantor.

A batalha judicial

Hoje, especialistas consideram o espólio um dos mais valiosos já administrados no mercado artístico. A batalha judicial envolve a contestação de algumas decisões dos administradores do espólio, liderados pelo advogado John Branca, responsável por conduzir a recuperação financeira da herança desde 2009.

Entre os principais questionamentos estão pagamentos feitos a escritórios de advocacia contratados pelo espólio. Em abril deste ano, um tribunal de Los Angeles determinou que US$ 625 mil pagos como bônus a três escritórios deveriam ser devolvidos ao patrimônio, entendendo que os valores não haviam recebido a autorização judicial necessária.

É importante destacar que esse dinheiro não foi destinado a Paris Jackson, como sugeriram algumas publicações nas redes sociais. A quantia retorna ao espólio e permanece pertencendo aos três herdeiros.

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