Mercado Clandestino de Documentos Históricos no Brasil
O Arquivo Nacional identificou pelo menos dez casos de venda ilegal de documentos históricos brasileiros em leilões nos últimos três anos. Esse tipo de comércio criminoso vem crescendo recentemente no país, o que levou o Arquivo Nacional a criar um setor específico para lidar com essas ocorrências e garantir a recuperação desses documentos.
De acordo com o diretor de Processo Técnico, Preservação e Acesso Técnico ao Acervo do Arquivo Nacional, Thiago Vieira, o objetivo é restituir o patrimônio público para “o seu local, que é aqui no Arquivo Nacional”. Isso inclui analisar ofertas em sites de leilões espalhados pelo Brasil e ir atrás da documentação.
Um exemplo de sucesso na recuperação de documentos foi em 2020, quando o Arquivo Nacional conseguiu recuperar cinco documentos que estavam sendo leiloados ilegalmente na internet, com a ajuda da Polícia Federal. Um deles, assinado por Duque de Caxias, registra a instalação de uma linha terrestre de telégrafo que conectaria dois estados brasileiros.
Segundo a chefe do Serviço de Diplomática e Paleografia do Arquivo, Alícia Duhá Lose, esses documentos são representativos de momentos emblemáticos da história do Brasil e ajudam a contar a história do país, preenchendo lacunas onde a historiografia ainda não chegou.
É importante destacar que a preservação da documentação histórica é fundamental para a compreensão do passado e a construção do futuro. A criação de um setor específico para lidar com o comércio clandestino de documentos históricos é um passo importante para proteger o patrimônio cultural do Brasil.
- O Arquivo Nacional identificou pelo menos dez casos de venda ilegal de documentos históricos brasileiros em leilões nos últimos três anos.
- O objetivo do Arquivo Nacional é restituir o patrimônio público para “o seu local, que é aqui no Arquivo Nacional”.
- A preservação da documentação histórica é fundamental para a compreensão do passado e a construção do futuro.
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