Descoberta de Cratera de Meteoro com 390 Milhões de Anos
Um astrônomo amador fez uma descoberta incrível ao procurar uma trilha de acampamento na região de Côte-Nord, no estado canadenense de Quebec. Ao usar o Google Maps, ele se deparou com uma grande depressão no terreno, semelhante a uma cratera. Essa descoberta ocorreu em 2024, mas apenas recentemente cientistas confirmaram que a formação é resultado do impacto de um meteorito que aconteceu há aproximadamente 390 milhões de anos.
A cratera, agora conhecida como Cratera Uhaachatik, tem cerca de 25 quilômetros de diâmetro e um formato circular quase perfeito. Isso não significa que o meteorito antigo também tinha essas dimensões, pois a cratera se forma por uma explosão cinética gigante causada pelo impacto, e não pelo encaixe da rocha. A presença de zircão, um mineral raro formado em impactos de meteoritos, foi identificada em testes com amostras do local.
Características da Cratera
Para confirmar a origem da cratera, os cientistas decidiram ir até a depressão para analisar o caso mais cuidadosamente. Eles encontraram características conhecidas como cones de estilhaçamento, formações raras que se assemelham a estrias na rocha, causadas por impactos extremamente violentos. Além disso, foram descobertos penhascos de rocha fundida originários das intensas condições de temperatura e pressão do momento do impacto.
A Cratera Uhaachatik é uma das cerca de 200 crateras de impacto identificadas na Terra, sendo que 31 delas podem ser encontradas no Canadá. A maioria dessas crateras não costuma passar dos 5 a 10 quilômetros de diâmetro, o que coloca a Cratera Uhaachatik em destaque para que pesquisas futuras estudem sua formação e seus efeitos na geologia do planeta.
- A cratera tem cerca de 25 quilômetros de diâmetro e um formato circular quase perfeito.
- A presença de zircão, um mineral raro, foi identificada em testes com amostras do local.
- Foram encontrados cones de estilhaçamento e penhascos de rocha fundida.
A descoberta da Cratera Uhaachatik é um exemplo de como a tecnologia, como o Google Maps, pode ajudar a identificar novas descobertas científicas. Além disso, a colaboração entre cientistas e comunidades locais, como os grupos indígenas da região, é fundamental para a nomeação e estudo dessas formações.
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