Prévia do PIB de maio: Perda de Potência da Atividade Econômica
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de maio apresentou um crescimento de 0,1%, um pouco melhor que as estimativas dos economistas, mas ainda assim é considerado um sinal de que a atividade econômica está perdendo força de forma gradual. Esse indicador, que serve como uma espécie de prévia do PIB, acompanhou os dados setoriais divulgados pelo IBGE, com uma maior perda de potência nos setores de serviços e comércio varejista.
De acordo com a XP, as revisões feitas pelo Banco Central nos resultados de meses anteriores também foram destacadas. Por exemplo, o IBC-Br de abril cresceu 1,1% na comparação anual, acima dos 0,9% da primeira divulgação. Além disso, a abertura setorial mostrou sinais mistos em maio, com a indústria permanecendo em uma trajetória sólida de recuperação, enquanto serviços e impostos registraram ganhos tímidos.
Os economistas Matheus Pizzani, do PicPay, e Leonardo Costa, da ASA, também comentaram sobre o desempenho da atividade econômica. Pizzani destacou que, excluindo o setor agropecuário, o indicador do Banco Central registrou um avanço de 0,2% em sua base de comparação mensal. Já Costa afirmou que os dados de atividade divulgados até maio seguem compatíveis com um cenário de desaceleração gradual do crescimento ao longo de 2026.
Algumas das principais conclusões sobre o desempenho da atividade econômica incluem:
- A perda de potência da atividade econômica é um sinal de que a economia está perdendo força de forma gradual.
- A indústria permanece em uma trajetória sólida de recuperação, enquanto serviços e impostos registraram ganhos tímidos.
- O setor agropecuário teve um desempenho negativo, condizente com seu comportamento sazonal.
- A XP manteve sua projeção de crescimento do PIB em 2,0% para 2026, com riscos inclinados para cima.
- O PicPay mantém a perspectiva de crescimento do PIB em 1,70% para 2026.
Em resumo, o dado do IBC-Br de maio comprova a perda de potência da atividade econômica, com uma maior perda de potência nos setores de serviços e comércio varejista. Os economistas destacam que a economia está perdendo força de forma gradual, mas ainda há sinais de recuperação em alguns setores.
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