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Resumo do Mercado Financeiro Brasileiro

O mercado financeiro brasileiro apresentou um comportamento distinto em relação ao exterior, com as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fechando próximas da estabilidade nos vencimentos curtos e com leves altas nos contratos longos. Isso ocorreu em meio ao noticiário político desfavorável à candidatura do senador Flávio Bolsonaro ao Planalto e à expectativa de novas tarifas dos EUA contra o Brasil.

A curva a termo brasileira se sustentou na contramão do exterior, onde os rendimentos dos Treasuries voltaram a desabar após a divulgação de novos números de inflação nos EUA. No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,865%, com queda de 1 ponto-base ante o ajuste de 13,873% da sessão anterior. Já o DI para janeiro de 2035 marcou 14,34%, com elevação de 5 pontos-base ante 14,287%.

Fatores que Influenciaram o Mercado

Entre os fatores que influenciaram o mercado, destacam-se:

  • Uma nova pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial, que mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 45% das intenções de voto no segundo turno, contra 37% de Flávio Bolsonaro.
  • A divulgação de uma foto do senador Flávio Bolsonaro com Luiz Philippi Mourão, conhecido como “Sicário”, o que pode ter impacto negativo na sua candidatura.
  • O anúncio do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que a medida provisória que trata da renegociação de dívidas rurais será editada, com a estimativa de que cerca de R$100 bilhões em dívidas sejam renegociadas.
  • A expectativa de imposição de uma nova tarifa de 25% pelos EUA, que pode atingir mais de 4 mil produtos brasileiros.

Esses fatores contribuíram para a sustentação das taxas dos DIs, em meio aos receios entre os agentes do mercado quanto a um possível novo mandato de Lula, cuja política fiscal é vista com desconfiança. Além disso, a demanda pelo tema “eleição” mudou completamente no mercado, e o desconforto com o cenário político, somado a medidas políticas com possíveis impactos fiscais, também foi um fator de sustentação para a curva.

O banco central brasileiro é um dos principais atores nesse cenário, com investidores posicionados para mais um corte na taxa Selic em agosto. Além disso, dados econômicos mais recentes, como a inflação abaixo do esperado em junho, têm dado força a apostas de que o Banco Central poderá promover outro corte de 25 pontos-base também em setembro.

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