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Carlos Bolsonaro diz que ‘militarização’ foi um dos maiores erros do governo do pai

Carlos Bolsonaro: A Militarização do Governo foi um Erro

Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao senado por Santa Catarina, expressou recentemente que a “militarização” do governo foi um dos maiores erros do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa declaração foi feita durante uma agenda em Timbó, Santa Catarina, e repercutiu nas redes sociais.

Segundo Carlos, a falta de conhecidos fora das Forças Armadas levou seu pai a nomear militares para postos no governo, o que ele classifica como um acidente na trajetória política de Jair Bolsonaro. Ele acredita que essa escolha foi resultado da falta de estrutura por trás do ex-presidente.

Um levantamento do Ipea de 2022 mostrou que a presença de militares em cargos civis do governo federal quase triplicou entre 2013 e 2021, passando de 370 para 1.085 postos. Isso representa um aumento de 193%. O estudo também apontou que a gestão de Jair Bolsonaro distribuiu uma quantidade significativa de cargos a oficiais em pastas estratégicas, como Saúde, Economia e Meio Ambiente.

Concentração de Militares em Cargos Chave

A maior concentração de militares esteve nos cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) e Função Comissionada do Poder Executivo (FCPE). Entre 2013 e 2018, a presença de militares nesses postos variou de 303 para 381 cargos. Com a chegada de Bolsonaro ao poder, o número quase dobrou em 2019, para 623, e chegou a 742 em 2021.

Os maiores aumentos porcentuais ocorreram em pastas sob críticas ao governo Bolsonaro. No Ministério da Economia, a presença de militares foi de 1, em 2013, para 84, em 2021, alta superior a 8.000%. Na Saúde, comandada durante a pandemia pelo general Eduardo Pazuello, o número passou de 7 para 40 militares, aumento de 471%.

  • No Ministério da Economia, houve um aumento de 8.000% na presença de militares.
  • No Ministério da Saúde, o aumento foi de 471%.
  • No Ministério do Meio Ambiente, o número de militares passou de 1 para 21.

Carlos Bolsonaro também afirmou que seu irmão, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro, não repetirá esse modelo de militarização em sua possível gestão, optando por pessoas técnicas e que entendem o movimento.

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