Aluguel Acumula Alta de 5,24% no Semestre
Os preços dos aluguéis residenciais continuam a subir em ritmo superior ao da inflação em 2026, mantendo a pressão sobre o orçamento de quem precisa alugar um imóvel. De acordo com o Índice FipeZAP, os contratos residenciais acumularam alta de 5,24% no primeiro semestre, desempenho bem acima do IPCA, que avançou 3,36% no período.
Essa alta nos preços dos aluguéis é influenciada pela demanda por imóveis para locação, que continua sustentando os preços. O mercado imobiliário ainda convive com juros elevados no crédito habitacional, e apesar do Banco Central ter iniciado um ciclo de redução da Selic, o repasse para os financiamentos não é imediato. Isso faz com que muitos consumidores continuem no mercado de locação por mais tempo.
Oferta Insuficiente
A oferta de imóveis para locação continua insuficiente para atender à procura em diversas cidades, o que mantém os aluguéis em alta nos grandes centros urbanos. Das 22 capitais monitoradas, 21 registraram aumento dos preços no primeiro semestre. Aracaju liderou a valorização, com alta de 16,82%, seguida por Manaus com 11,14%.
- Aracaju: 16,82%
- Manaus: 11,14%
- Campo Grande: 10,77%
- Fortaleza: 9,45%
- Rio de Janeiro: 8,27%
São Paulo, o maior mercado imobiliário do país, acumulou elevação de 3,65%, enquanto São Luís foi a única capital a apresentar queda, de 1,21%.
Valorização
No acumulado dos últimos 12 meses, os preços dos aluguéis registram alta de 9%, praticamente o dobro da inflação oficial, de 4,64%. Especialistas afirmam que o mercado continua aquecido devido à dificuldade de acesso à casa própria, com juros elevados no crédito imobiliário e exigências maiores para obtenção de financiamento.
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