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Trégua de Trump com o Irã fica por um fio após novos ataques e sanções

A troca de ataques aéreos ao longo de dois dias e a retomada das sanções dos EUA sobre o petróleo iraniano deixaram em uma espécie de limbo a trégua que o presidente Donald Trump fechou com o Irã no mês passado.

Na fase inicial, o memorando de entendimento, que entrou em vigor em 18 de junho, deveria encerrar todas as hostilidades, aliviar as sanções contra o Irã e reabrir o Estreito de Ormuz. No entanto, nada disso foi plenamente alcançado, e Trump disse na quarta-feira que o acordo estava “encerrado”.

Ainda assim, o memorando não foi formalmente abandonado, e algumas de suas cláusulas continuam sendo observadas. O quadro expõe a incerteza sobre os próximos passos de um conflito que voltou a se intensificar sem retornar a uma guerra aberta.

Principais pontos do conflito

  • O governo Trump não retomou os bombardeios na mesma intensidade dos primeiros dias da campanha militar.
  • Os preços do petróleo subiram nesta semana, mas continuam bem abaixo dos picos registrados em março.
  • Há pouca perspectiva de avanço em discussões relevantes — como o programa nuclear iraniano — que deveriam ser tratadas em uma segunda fase.

Segundo especialistas, o memorando está se desfazendo, mas não acredita que ele vá desmoronar por completo, porque não parece que qualquer um dos lados tenha interesse em voltar a um conflito total.

A conclusão é que o memorando, da forma como está redigido hoje, está morto. Caso novas negociações de fato ocorram, é provável que resultem em um acordo diferente do memorando atual.

O tráfego pelo Estreito de Ormuz praticamente parou nesta quinta-feira. A insistência do Irã em afirmar que mantém o controle da passagem é apenas um entre vários pontos em que os dois lados seguem distantes.

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